Desastre político
Ciclone-bomba mostrou que infraestrutura de abastecimento de água é precária e está despreparada.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
(Brasília - DF, 07/03/2018) 
Prefeito Nelson Marchezan Júnior participa de reunião com o presidente da República, Michel Temer, e demais prefeitos das capitais brasileiras
Foto: Marcos Corrêa/PR/Divulgação PMPA
Prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. | Foto: Marcos Corrêa/PR/Divulgação PMPA

Mesmo passadas mais de 24 horas após o fenômeno do ciclone-bomba ter passado pela capital gaúcha, 6 bairros – Pitinga, Belém Velho, Aberta dos Morros, Vila Nova, Lomba do Pinheiro e Quirinas – continuaram sem água na quinta-feira (02/07). O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), estava prevendo o retorno do abastecimento em 5 destes bairros na madrugada do dia 3. Todavia, o abastacimento do bairro Aberta dos Morros continuou sem previsão de retorno, pois a central de abstecimento do bairro continuava sem energia elétrica.

A questão da água é fundamental no momento da pandemia. Enquanto o prefeito “científico” Marchezan planeja apertar o isolamento social em Porto Alegre, a população, já sem condições materiais de se isolar, fica, também, sem água. Um total descabimento.

Porto Alegre, desde o início do ano, já vem tendo problemas com o abastecimento de água. Em janeiro, moradores do bairro Espírito Santo, na zona sul da capital, reclamavam da qualidade da água oferecida. No fim de maio, dez bairros, também da zona sul, ficaram sob risco de não terem água pela razão da alta turbidez da água retirada do Guaíba.

Estes ocorridos mostram a dificuldade crônica da prefeitura de Porto Alegre em garantir água de qualidade, especialmente para a população mais pobre. Isto é resultado das políticas neoliberais implementadas pelos governantes, que acabam por sucatear as empresas estatais, principalmente as envolvidas em infraestrutura. O objetivo é justificar, para a população, a venda, a preço de banana, das empresas para empresários, geralmente estrangeiros.

Como é bem sabido, o abastecimento de água e esgoto é crítico, ainda mais em durante a pandemia, onde a implementação de um isolamento social real, para todos, diferente do que vemos no Brasil, é vital. A população mais pobre, enquanto é forçada a trabalhar para ter o que comer, é a que mais sofre de falta d’água. Tem-se aí, junto ao descaso criminoso do estado burguês na área de saúde pública, as causas do COVID-19 ter uma letalidade bastante maior nas classes mais oprimidas.

Recentemente, o Senado Federal aprovou uma lei que facilita a privatização das empresas estatais de água. Configura-se, aí, um ataque direto e violento à classe trabalhadora, que terá a água, recurso natural que é direito a todos, virar um produto para lucro de empresários estrangeiros.

Os neoliberais aproveitam a inércia crônica da esquerda e a pandemia para vender o país por merrecas. Enquanto isso, a esquerda pequeno burguesa, assiste a tudo isso esperando que a solução ou venha da direita ou que simplesmente caia do céu. Isto não ocorrerá. Portanto, esta paralisia deve acabar e as lideranças de esquerda têm de mobilizar a população para exigir suas reinvindicações.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas