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Acidentes de trabalho
Porque os frigoríficos mantêm péssimas as condições de trabalho?
Os patrões de frigoríficos fazem de tudo para esconder as condições desumanas impostas a seus funcionários, no entanto, são os primeiros neste quesito, pois só vêem o lucro
Acidentes de trabalho
Porque os frigoríficos mantêm péssimas as condições de trabalho?
Os patrões de frigoríficos fazem de tudo para esconder as condições desumanas impostas a seus funcionários, no entanto, são os primeiros neste quesito, pois só vêem o lucro
frigorífico evacuado devido ao vazamento de amônia
frigorífico evacuado devido ao vazamento de amônia

Os altos índices de acidentes envolvendo trabalhadores nos frigoríficos colocam os patrões desse setor industrial como os primeiros colocados dentre os demais ramos de atividades no país.

Via de regra, os patrões procuram de todas as formas, esconder o tamanho da tragédia que cometem contra seus funcionários, tanto é assim que, quando do aparecimento de algum fiscal tentam, de todas as formas esconderem as irregularidades por debaixo do tapete, até mesmo se utilizar do jeitinho, de, tomar um cafezinho.

Um exemplo desses foi o do frigorifico Seara, empresa do grupo JBS/Friboi, em Osasco, município da grande São Paulo, onde um trabalhador resolveu contratar um perito, devido ao processo que tinha impetrado contra empresa por diversas irregularidades e, verbas não pagas quando de sua demissão, envolvendo inclusive, adicional de periculosidade, insalubridade, etc..

Em um acidente com produtos químicos no Frigorífico Seara, cujo nome, na época do acidente, era Braslo, um jovem que trabalhava no período noturno, na higienização acabou perdendo boa parte de sua visão. Vários trabalhadores viram a tragédia. Os responsáveis do frigorífico, no entanto, fizeram de tudo para ocultar o fato e, uma das formas utilizadas foi de demitir um por um dos trabalhadores que presenciaram, outra tentativa de tentar passar uma borracha em tudo o que aconteceu, foi o de esconder o funcionário dos próprios colegas de trabalho mantendo-o na empresa, mas sem nenhum contato com seus companheiros, principalmente os da higienização.

O grupo JBS/Friboi, donos do frigorífico em Osasco, município da grande São Paulo, como faz com vários trabalhadores, decidiu ignorar o período de convalescência do funcionário, ignorando por completo a licença por sua tentativa de recuperação, uma vez que o produto que é corrosivo, afetou seus olhos, perdendo assim, parte de visão.

Outro dos vários exemplos de tragédias anunciadas, por falta de proteção e segurança nos maquinários, foi a de um trabalhador que caiu em um moedor de carne, sendo triturado.

Dentro dos frigoríficos, o dia a dia dos trabalhadores é uma tragédia atrás da outra, os familiares ficam muito apreensivos quando os operários vão trabalhar, pois nunca sabem o que pode ocorrer, de como eles vão voltar e em que condições.

Todo o dia têm-se notícias de questões de segurança e saúde dos funcionários em frigoríficos, neste ano, por exemplo, este diário já denunciou várias interdições em frigoríficos e, recentemente, no dia 27 de outubro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entregou mais um relatório com inúmeras irregularidades detectadas na cidade de Parobé, município do estado do Rio Grande do Sul.

O Relatório diz, entre outras questões, que um funcionário sofreu traumatismo craniano na recepção de animais, que existem vazamentos de amônia, quantidade imensa de doenças osteomusculares de trabalho.

Os patrões se comprometeram em regularizar as condições de trabalho, conforme o MPT, acatando o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas é como a Organização Não Governamental (ONG) Repórter Brasil disse em uma de suas investigações em frigoríficos, principalmente em abatedouros, de que os patrões se comprometem em resolver os problemas, são multados e, nem pagam as multas e ainda persistem nas irregularidades.

Os patrões preferem deixar seus funcionários inválidos, sem nenhuma condição de levantar um único copo de água com as mãos, etc., a ter que reduzir um centavo de seu lucro.