Eleições para o Andes
Nas eleições sindicais do Andes em novembro está colocado a luta pela vitória da chapa 2 -Renova Andes
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Celi Taffarel - UFBA e Renova Andes
profa. Celi Taffarel , candidata da chapa 2 | Arquivo

O ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes) tem eleições remarcadas para 3 a 6 de novembro. Anteriormente, as eleições estavam agendadas para os dias 12 e 13 de maio de 2020, mas tiveram que ser adiadas devido à pandemia da Covid-19, o que significou a prorrogação do mandato da atual direção nacional do sindicato.

As eleições serão “telepresenciais”, e foram reconvocadas depois de muita idas e vindas do grupo político que dirige o Andes. Incialmente, no 8º Conad Extraordinário virtual, não foi aprovada uma data para as eleições, logo depois, no 9º Conad Extraordinário virtual, aprovou “eleições” com curtíssimo tempo de campanha e nas vésperas das eleições municipais.

Duas chapas concorrem no processo eleitoral para a diretoria do ANDES-SN, durante o biênio 2020/2021. A Chapa 1 – Unidade para Lutar: Em defesa da educação pública e das liberdades democráticas, formada pelos grupos da esquerda pequeno-burguesa (PSOL, PCB) que são da atual direção do sindicato.

A chapa 2, Renova Andes,  tem como candidata a presidenta a professora Celi Zulke Taffarel (UFBA). È  uma chapa formada pelos participantes do Fórum Renova Andes, um movimento independente, democrático e plural, constituído pelos setores que efetivamente lutaram contra o golpe, participando dos comitês de luta contra o golpe, mobilizando contra a prisão de Lula.

Além disso, um fator crucial para o sucesso do movimento Renova Andes é a luta para que o Andes seja um sindicato que represente os docentes e, portanto, lute pelas reivindicações da categoria. Pode parecer estranho, sendo muito esquisito mesmo, que a presença da pauta docente seja quase uma exclusividade da chapa de oposição, uma vez que a diretoria do Andes abandonou completamente a pauta docente.  Assim, o Andes é um sindicato que não tem pauta sindical, demostrando um total desprezo por pautas mundanas como salário, condições de trabalho e carreira.

Na eleição anterior, em 2018, a homologação da chapa oposição representou por si só uma enorme vitória política daqueles que lutam por uma reorientação política do sindicato. Em sua primeira campanha, o resultado eleitoral da chapa do Renova Andes com mais de 40 % dos votos válidos demonstrou o crescimento do Renova Andes na base da categoria, presente em todas as regiões do país.

Nesses dois anos, mais seções sindicais foram conquistadas por docentes alinhados com o Renova Andes, expressando o desenvolvimento de uma tendência à luta política em defesa da universidade e contra o golpe do estado, superando as amarras impostas pela orientação sectária da diretoria do Andes.

O fator determinante para o descalabro do sindicato nacional foram as posições ultraesquerdistas  da diretoria do Andes, dominada pela esquerda pequeno-burguesa (PSOL/PSTU/PCB) que,  seguindo a orientação da CSP-Conlutas, a “central” do PSTU, impediu que o sindicato nacional participasse enquanto entidade das mobilizações contra o golpe.

Mais que isso, a política adotada pela diretoria do Andes significou, na prática, uma frente de colaboração de classe com a direita golpista, na medida em que estabelecia como inimigo primordial os “governistas” da esquerda reformista (PT/Lula), o que levou o Andes a negar o golpe de estado, recusando-se até mesmo a adotar um posicionamento formal contra o impeachment fraudulento contra a ex-presidente Dilma.

A atual gestão do Andes foi marcada por uma completa paralisia política. Na realidade, a completa inoperância do Andes, não somente agora com o “isolamento social” em decorrência das medidas de quarentena, mas nos últimos anos, transformou o sindicato nacional em um arremedo de representação sindical.

A campanha eleitoral da chapa 1 fala de “Mobilização” e “luta contra Bolsonaro”, mas se trata de uma política de cortina de fumaça, para esconder a ausência de mobilização para fazer frente aos ataques desferidos pelo governo golpista de Bolsonaro.

Reduzida praticamente a zero a atuação do sindicato nacional e das seções sindicais na defesa da categoria no momento em que o governo Bolsonaro ataca as universidades e os servidores, o Andes e a maioria dos sindicatos locais preferem estimular “lives” insossas do que efetivamente organizar a luta contra a direita.

Nestas eleições para a diretoria do Andes está colocado votar na chapa 2 Renova Andes como um passo importante para a construção de uma nova direção para o movimento docente.

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