Agir para não morrer
CUT e Confederações se mobilizam diante da pandemia nos frigoríficos, podendo estourar uma greve dos trabalhadores desse setor industrial
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mesas de produção em frigoríficos
Mesa de produção em frigoríficos | Foto: Reprodução

Os patrões de frigoríficos, apesar da situação de calamidade, se negam a resolver o caos instalado dentro de suas instalações, transformando em uma hecatombe, fazendo com que os trabalhadores se tornem um polo de contaminação do coronavírus.

Dezenas de milhares de trabalhadores estão sendo contaminados e mortos dentro das fábricas desse setor, ao que se tem informação, mais de 125 mil nessa situação, bem como, incontáveis operários mortos, fora as pessoas que convivem e/ou têm contato com os esses operários.

Há uma estimativa de que o setor industrial dos frigoríficos esteja em mais de 500 mil trabalhadores, neste sentido, mais de 25% do contingente foram infectados pelo COVID-19.

Toda essa situação, no entanto, é estimulada pelo governo federal golpista do fascista Bolsonaro e sua trupe, como o banqueiro, neoliberal e ministro da economia Paulo Guedes, bem como a latifundiária, golpista e ministra da agricultura Tereza Cristina. Procuram ainda, fazer com que a situação não se espalhe, mas fique escondida por debaixo do tapete. Porem, os governos estaduais e as prefeituras, espalhados por todo o país, utilizam-se dos mesmos métodos do governo federal golpista. É um jogo onde sabemos quem será o perdedor, ou seja, os trabalhadores e suas vidas, bem como os familiares e a população vizinha a eles.

Diante dessa situação, em que os trabalhadores estão sendo tratados como verdadeiros escravos, aos moldes do período colonial, na última terça-feira (18), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) através da Confederação Brasileira de trabalhadores da Alimentação (Contac), confederação Nacional de trabalhadores da Alimentação (CNTA Afins) e Regional Latino-americana da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação (Rel-Uita) criaram uma campanha intitulada “Carne do Trabalhador”.

Alertam que os patrões se negam a discutir o assunto, os sindicatos disseram às confederações, da dificuldade de haver diálogo com os patrões. Ou seja, preferem deixar os seus funcionários à sua própria sorte a ter que diminuir o lucro de suas fábricas, uma verdadeira tragédia.

São vários os exemplos da atitude genocida desses patrões, tais como a que é relatada no artigo publicado pelo sitio da CUT, onde o presidente da Contac Nelson Moreli disse: “A JBS, que deveria ser exemplo no setor, está com uma prática desastrosa de fazer o trabalhador usar uma máscara por cinco dias em ambientes com temperaturas de menos de 10 graus. Isso já foi denunciado em unidades da empresa no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e eles continuam seguindo a lógica de lucrar e economizar com medidas de segurança em detrimento da vida dos trabalhadores”.

São vários outros exemplos de tamanho desrespeito às condições de veda dos trabalhadores, como a BRF – Brasil Foods, Minerva, Minuano, Marfrig Group, Aurora, entre centenas de outras marcas, pois o método de atuação dos patrões é idêntico.

A BRF, Marfrig e Aurora, por exemplo, afirmaram terem acatado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), no entanto, no último dia 12 de agosto, a BRF foi denunciada de que a fábrica de Toledo tinha 1.138 trabalhadores testados positivo.

A Aurora, após a China embargar toneladas de carne de frango foi que a empresa disse que iria testar seus mais de 11 mil trabalhadores, o que se pode colocar em dúvida se isso vai acontecer, uma vez que terão de dispor parcela do lucro para isso? Ínfima parcela é claro.

Segundo Gerardo Iglesias da Uita, o objetivo é expor a situação dos trabalhadores brasileiros às 425 organizações filiadas à Uita em 127 países.

A Justiça e o coronavírus

A “Justiça”, braço direito dos patrões e seu governo, os auxiliam para manter o regime de escravidão imposta pelos patrões, deixando assim, que a pandemia se alastre de forma descomunal, uma atitude criminosa contra todos os trabalhadores, como ocorreu no estado do Paraná, onde o prefeito Claudemir Bongiorno Romero Bongiorno, do MDB, do município de Cianorte, dono da Avenorte, com quase duzentos trabalhadores com COVID-19, foi poupado do fechamento da fábrica, que seria interditada por 14 dias pelo Tribunal Regional do trabalho (TRT), bem como, a Coopavel, diante de um pedido de após que também foi interditada e, recorreu à “justiça” alegando, cinicamente, que as indústrias de aves (frangos) e suínos tinham somente quatro pessoas infectadas, obviamente que a chamada “justiça”, que pende, invariavelmente para os patrões, concedeu liminar para o não fechamento.

É preciso agir

Nelson Moreli e Arthur Bueno de Camargo afirmaram que, “diante do descaso e da intransigência dos governos e das empresas e da possibilidade de contágio e mortes de trabalhadores do setor frigorífico, não estão descartadas paralisações e greves”.

É preciso colocar, imediatamente em ação a mobilização para que a greve ocorra, a vida dos trabalhadores sejam preservadas e, que todas as entidades representativas dos trabalhadores no setor frigoríficos, sindicatos, federações, confederações, etc. abram as portas para que os trabalhadores possam levar suas queixas e reivindicações e não só isso, chamar assembleias em todas as fábricas  em todas as regiões do país.

O artigo da CUT ressalta que os patrões não querem conversa, preferem a situação como está, com um enorme contingente de trabalhadores contaminados e morrendo, portanto nenhuma alternativa diferente que não seja a greve pode ser aceita.

É necessário ainda, para derrotar essa política genocida dos patrões e seus governos, colocar para fora Jair Bolsonaro e todos os golpistas, bem como chamar por eleições gerais.

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