Pelo Congresso do Povo
Viabilidade de frente de combate ao fascismo está demonstrada na campanha de solidariedade ao DCO, falta organizá-la com a convocação do Congresso do Povo
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2019.Faixa aérea fora Bolsonaro
Disposição de luta não falta à população | Foto: Arquivo/DCO

A campanha de solidariedade a este Diário Causa Operária, atacado por hackers fascistas, revelou ao amplo conjunto da esquerda brasileira a viabilidade de uma união real para enfrentar um problema concreto e que diz respeito a todas as forças políticas dedicadas aos interesses dos trabalhadores e da população em geral, que é exatamente a luta contra o fascismo. E em nome desta luta, outra reivindicação que remete à criação da Frente Brasil Popular torna-se mais uma vez necessária: a realização do Congresso do Povo.

Pauta levantada ainda no ano de 2017, o Congresso do Povo acabou se esvaziando em meio a disputas que finalmente, são menores porém trata-se de uma reivindicação antiga e muito forte na esquerda brasileira, sobretudo entre as bases militantes dos partidos, de uma união contra os ataques proporcionados pelo regime golpista que se instaura com a derrubada da presidenta Dilma Rousseff.

Posta na defensiva pelo avanço da extrema-direita, a união da esquerda em torno de uma frente única vem sendo discutida em praticamente todos os espaços de debates existentes, porém, sempre esbarrando em problemas de ordem menores do ponto de vista da luta política.

Nesse sentido, é preciso clareza de que ao contrário das eleições, controladas rigidamente pela burocracia judicial a serviço da dominação burguesa, uma assembleia popular tende, naturalmente, a ser muito mais efetiva para a luta consequente e os anseios políticos da população, sendo também o mais democrático instrumento de combate à política de morte do regime golpista de Bolsonaro.

Tendo ultrapassado na última semana a marca de 3 milhões de doentes com mais de 100 mil mortos, Bolsonaro provou ser um homem de palavra, que cumpre o que promete quando se trata de atender os interesses reais da burguesia, a quem representa com uma eficiência espantosa se lembrarmos sua promessa de campanha, de matar 30 mil.

Outra promessa feita e que vem sendo fielmente cumprida diz respeito à erradicação do “socialismo”, o que se traduz no ataque aos direitos políticos e trabalhistas da população, algo que chegou a ser explicitamente traduzido pelo fascista ao afirmar que os trabalhadores brasileiros deveriam se habituar a empregos sem direitos.

Em meio a todos os conflitos produzidos pelas contradições do governo, é um fato notável que tantos ataques tenha sido concluídos em tão pouco tempo, o que demonstra de maneira inequívoca a inviabilidade da luta no âmbito das instituições do regime burguês e a necessidade de se construir um fórum com ampla participação popular, para levar às últimas consequências a luta pelo “Fora Bolsonaro”, pelo fim deste regime genocida, pelo reestabelecimento dos direitos políticos do ex-presidente Lula e pela superação da crise histórica a que estamos submetidos por uma via que atenda aos interesses dos trabalhadores e do amplo conjunto da população nacional.

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