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Antônio Carlos Silva

Fora Bolsonaro

Por todos os meios necessários

O movimento pelo fora Bolsonaro avança em todo País

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O título dessa coluna faz menção à famosa frase de Malcolm X, um dos principais expoentes da luta pela libertação do negro norte-americano, defensor da autodefesa, armamento do povo e da imprensa negra, também por isso, assassinado pelo governo dos Estados Unidos.

A frase vem bem a calhar para o momento atual que a luta contra a direita vive. A luta contra os golpistas tende a superar a fase da enrolação tradicional da esquerda pequeno-burguesa, destinada a conciliar os interesses de classe, fechar acordos para apaziguar a violência e o ódio do povo contra o governo.

É o que se percebe nas mais variadas manifestações que foram realizadas até aqui, no meio da pandemia apesar (e contra) as orientações da esquerda tradicional, do #ficaemcasa ou manifestações virtuais.

Em São Paulo, onde a pressão é gigantesca, entrou em cena Guilherme Boulos, para contornar a crise, controlar a raiva dos manifestantes, fazer centenas de discursos no Largo da Batata e aliviar a pressão de gente que quer ir à Paulista varrer com os fascistas do mapa.

É preciso ter claro que essa fase de enrolação das manifestações já passou faz muito tempo, e que, agora, a luta, por estar mais polarizada, tende a se radicalizar, conforme pode ser visto nas declarações das torcidas organizadas, bem como dos demais depoimentos colhidos nas manifestações. 

O povo que ir às ruas lutar contra a direita, contra os ataques do governo golpista, e já não tem mais paciência para ficar ouvindo enrolação em atos combinados com os golpistas, como o realizado no último domingo, no Largo da Batata.

Para controlar a população a esquerda se utiliza dos mesmos argumentos da direita: “vejam, existe um processo, uma decisão judicial nos impedindo de ir para a Paulista”, “veja, não podemos ser violentos”, “precisamos dialogar”, “vamos manter a ordem”, etc. quando, na verdade, a luta deve colocar em xeque todas as instituições dos golpistas, da PM ao Poder Judiciários.

Não é possível, mais, aceitar as decisões da justiça contra o povo. É preciso lutar, também, contra a ditadura do judiciário, que depôs Dilma Rousseff, prendeu Lula e homologou a presidência de Jair Bolsonaro. Nesse sentido, é preciso lutar contra o regime, de conjunto, e é isso que expressa os atos, de rua, realizados no último período. 

As lideranças da esquerda pequeno-burguesa esperam manter os seus parcos privilégios, se adaptar ao regime dos golpistas, quem sabe, eleger alguém nas eleições deste ano, que pode ser que nem ocorram. Essa é a “ambição” deles.

O povo quer o fim da Polícia Militar, a dissolução do aparato de repressão, a queda total do regime dos racistas, da direita que está largando a população para morrer de insuficiência respiratória. As manifestações nos EUA, contra a execução de George Floyd, revelam que o sistema precisa ser derrotado. Não é uma luta por “justiça” ou por “democracia”, mas, sim, uma luta que visa retirar toda a corja de assassinos do povo do poder. 

A população trabalhadora, tanto lá quanto cá, perdeu a paciência, e a tendência é aumentar o nível de violência das manifestações. É natural que isso ocorra, afinal, que outra reação esperam diante de uma pandemia que mata o povo pobre e negro, diante de um sistema repressivo advindo da ditadura militar que executa milhares de negros todos os anos? A violência é natural, e, em certo sentido, necessária.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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Marighella e Lamarca e a resistência ao regime militar - Parte 2 - Universidade Marxista nº 421

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