Futebol, patrimônio do povo!
Imprensa capitalista faz campanha de perseguição às torcidas organizadas, justamente para excluir o povo dos estádios e afastar a influência dos torcedores nos clubes.
Foto: Matheus Dias/Figueirense FC
Torcidas organizadas são a manifestação do povo nos estádios. | Foto: Reprodução.
Foto: Matheus Dias/Figueirense FC
Torcidas organizadas são a manifestação do povo nos estádios. | Foto: Reprodução.

Seguindo na campanha da imprensa burguesa pela elitização do futebol via retirada dos pobres dos estádios, o portal Uol Esporte da golpista Folha de S. Paulo fez uma reportagem relatando atos de violência de torcedores e apostando em uma teoria de que atualmente os torcedores estão cada vez mais impacientes, com as torcidas não poupando nem mesmo os candidatos ao título. Em matéria assinada por Gabriel Carneiro é relatado, sobre o Internacional, atual líder do campeonato brasileiro:

”Foguetes foram disparados durante um treino na direção do gramado do CT do Inter, que também sofreu tentativa de invasão. Dois meses depois, outro grupo cantou contra elenco e diretoria. De novo no mês seguinte, com faixa “salário em dia, futebol atrasado”.

Já o Flamengo sofreu em janeiro com morteiros, gritos de “time sem vergonha” e “fora Ceni” e cerco aos carros dos jogadores. O Rubro-negro e o colorado jogam neste domingo uma grande decisão que pode definir o título do campeonato de pontos corridos do ano 2020.

Outros ataques mencionados na matéria são também aos clubes Atlético MG e São Paulo – em que o tricolor foi ”emboscado” por torcedores a caminho do Morumbi para enfrentar o Curitiba, o ônibus da delegação foi apedrejado. Já o Galo, aparentemente sofreu menos, na matéria se resumiu a criticarem os torcedores o técnico Sampaoli de ”vacilão” – quer dizer, um episódio que não tem absolutamente nada a ver com violência, simplesmente uma contestação de técnico como qualquer outra – curiosamente o redator ignora o Fora Diniz no São Paulo, provavelmente porque se trata de um técnico brasileiro e não um gringo.

A matéria é longa e tenta justificar os atos com uma teoria de ”bulimia de vitórias”, uma teoria sem pé nem cabeça que faz referência com o transtorno alimentar. Eles também oferecem ajuda dos famosos ”especialistas” para justificarem de que na verdade o torcedor comum é burro, não tem capacidade de saber quando seu clube do seu coração está num bom momento ou merece de fato uma intervenção ou protesto.

Eles mencionam a diferença de público nos estádios, tentando fazer uma correlação com o desempenho máximo ao desempenho mínimo nos campeonatos, quer dizer, dependendo da boa ou má fase do clube, o torcedor se comporta como vento, mas na verdade completamente ignoram aspectos materiais que afetam o torcedor de verdade, como a política de aumento dos preços dos ingressos, que tornam inviável para grande parte da classe trabalhadora ir aos jogos com maior frequência, o grande conjunto das torcidas, o povo.

Ao atacar os torcedores de verdade e as torcidas organizadas a imprensa monopolista está fazendo, na verdade, um serviço sujo para os capitalistas internacionais, que querem ampliar a dominação do futebol brasileiro e dos cartolas e capitalistas locais, parceiros dos primeiros, que querem manter os torcedores, principalmente os mais organizados, longe do dia a dia dos clubes, impedi-los de influenciar nas decisões dos clubes e na administração do futebol em geral, dominado pelas quadrilhas dos conhecidos cartolas.

Finalmente, o que a publicação quer fazer, conscientemente ou não, é embarcar na campanha de perseguição às torcidas organizadas, justamente para excluir o povo dos estádios, pois as torcidas têm na prática, como o desempenho dos clubes apresentam no campeonato, longe de defender qualquer ato de violência, mas sim por meio de mobilização contra cartolas e os capitalistas, que logicamente não querem isso e assim fomentam estas campanhas na imprensa burguesa.

É preciso lutar contra os monopólios como CBF e da rede Globo – verdadeiros inimigos do futebol brasileiro com um programa próprio, de que os clubes sejam controlados pelos próprios torcedores, por meio de suas torcidas organizadas, isto é o meio mais democrático, a política certa sobre o esporte mais querido do mundo e uma das maiores expressões da cultura do povo brasileiro.

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