Pandemia
Colapso do sistema de saúde em Rondônia leva a transferência de centenas de pessoas contaminadas pela Covid para outros estados
Rondonia (1) (1)
Pacientes transferidos para outros Estados | bbc.com
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Pacientes transferidos para outros Estados | bbc.com

O Sistema de saúde entra definitivamente em colapso no Estado de Rondônia. Todos os minguados 291 leitos de UTI da rede pública estão ocupados e o governo de Rondônia diz que não há mais como aumentar o número de vagas. Enquanto o criminoso governador bolsonarista, Coronel Marcos Rocha (PSL), fala isso, seu chefe político, o presidente fascista Jair Bolsonaro, vem desde 2020 diminuindo a destinação de verbas para a manutenção das UTIs no país. Ampliando os cortes através do Ministério da Saúde neste ano de 2021, justamente quando a pandemia dá um novo salto de contágios no Brasil.

De acordo com dados do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais da Saúde (CONASS) o mês de fevereiro deve estar contando com apenas metade dos leitos de UTI exclusivos para tratar pacientes com a covid-19 financiados pelo Ministério da Saúde em relação ao último mês de Janeiro ―na emergência sanitária, a pasta federal paga parte dos custos ao lado de Estados e municípios com os leitos intensivos utilizados. Segundo dados apresentados em fins de janeiro pela pasta, havia 7.717 leitos vigentes no mês passado e 3.187 em fevereiro. Um total de 13.045 leitos estão sem apoio do governo federal, aponta o levantamento feito pelo (Conass), com dados até 20 de janeiro. São várias as regiões do país que já sentem uma forte pressão sobre os seus sistemas de saúde: nove capitais têm mais de 80% dos seus leitos de UTI ocupados, são eles: Alagoas, Amazonas, Rondônia, Goiás, Ceará, Pernambuco, Paraná, Acre e Roraima.

E o Conass aponta ainda que vários Estados estão fechando leitos por não terem condições de mantê-los sozinhos, quando os governos de todas as instâncias deveriam estar ampliando a estrutura da rede. Segundo o presidente do CONASS, Carlos Lula, a promoção de cortes na habilitação de leitos desde meados do ano passado, fez com que o país que chegou a ter 17 mil leitos assumidos pelo governo federal, hoje conta com cerca de 3 mil habilitados. “É como se o ministério dissesse que agora Estados e municípios terão que manter sozinhos [a assistência]. Isso pode levar ao limite da falta de leitos”, disse Carlos Lula.

Em Rondônia centenas de pacientes aguardam serem transferidos para outros Estados, o sistema de saúde entrou em colapso. Todos os 291 leitos de UTI da rede pública estão ocupados e o governo de Rondônia diz que não há mais como aumentar o número de vagas. Dezenas de pacientes aguardam por vagas em UTIs em Rondônia. Vinte e sete pacientes graves já foram transferidos para outros estados, como Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

Segundo o secretário de saúde bolsonarista Fernando Máximo:  “Nós atingimos o nosso limite. É o pior. Nós não temos mais perspectiva de criar novos leitos. Nem que apareçam muitos médicos não tem mais estrutura física para aumentar”.

A média de mortes por Covid em Rondônia superou em 20% a média nacional. No momento Rondonia tem 132 mortes a cada 100 mil habitantes. Acima da média do país é 110 mortes a cada 100 mil pessoas. Enquanto a situação está totalmente fora de controle, o governo do Coronel Marcos Rocha procura enganar o povo de que a chegada de ínfimas 36, 6 mil doses da CoronaVac que o Estado recebeu no último dia 7 ajudará a minimizar o problema, enquanto não há nenhuma cobrança efetiva sobre o governo federal. Essas doses serão distribuídas nos 52 municípios. A capital deve concluir a vacinação de idosos com mais de 80 anos.

Não há nenhuma intenção em salvar o povo pelos governos fascistas, enquanto mata o povo com a ausência de UTIs Marcos Rocha pretende matar mais. Pois o governador mantém a ideia de retorno das aulas presenciais, mas frente à crise dos últimos dias o governo apenas adiou a volta presencial e determinou o ensino remoto em todo o Estado. Em um dos Estados mais pobres da federação, com milhares de famílias passando dificuldades, Rocha mantém a farsa do ensino remoto, entre uma população que em sua maioria sequer tem condições de arcar com a alimentação e será responsabilizada a arcar com gastos de celulares e internet.

Em Porto Velho, capital de Rondônia, o prefeito tucano Hildon Chaves (PSDB), já havia declarado em  23 de janeiro que: “Hoje o sistema de saúde de Porto Velho está em colapso” e que, “Qualquer um aqui presente, se precisar de leito de internação, provavelmente não vai conseguir ser internado e, dependendo da gravidade, poderá sim vir a óbito”. O prefeito golpista ainda teve o disparate de dizer para o povo pobre de Porto Velho que: “Se você está cumprindo a recomendação do governo, permaneça em casa e se proteja, porque é real a chance de você morrer de coronavírus em Porto Velho.” Enquanto não oferece as condições materiais para que a população pudesse ficar em casa, sequer fala em testes, para rastreamento e isolamento de contaminados, como medida para conter a tragédia, apenas, na prática que o povo se vire.

A destruição do SUS por todos estes governos golpistas da direita, desviando o dinheiro da manutenção e ampliação do sistema para o bolso dos capitalistas, por anos a fio, agora determina diretamente a morte de milhares de pessoas em Rondônia e em todo o país.

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