Futebol alegria do povo
A defesa do Futebol Arte desenvolvido pelos brasileiros será sempre estandarte daqueles que, como nós, defendem a cultura popular
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O futebol brasileiro é amor, é cultura, por mais difícil que sejam as condições elas serão superadas | Foto: Reprodução

No último domingo, o jornal O Globo, em sua página de esportes dedicou uma matéria às colocações políticas que o Partido da Causa Operária dispensa em suas páginas jornalísticas e seus programas da TV Causa Operária à defesa do futebol brasileiro. A matéria, a partir de entrevista com o companheiro Henrique Áreas, crava o PCO como o mais boleiro de todas as siglas partidárias do país, o que de fato, sabemos que somos.

Reforçando e ampliando as análises expostas pelo jornal capitalista ao PCO, queremos deixar claro que defendemos incondicionalmente o futebol brasileiro. Tal defesa vem de longa data, mas em 2014, ela já se expôs de forma contundente com a estreia do programa esportivo do PCO “Zona do Agrião”, apresentado pelos companheiros Juliano, Edson Dorta e Henrique Áreas. Não só no Zona do Agrião, mas em toda análise marxista do PCO e do Diário Causa Operária, as análises sobre o futebol obedecem a toda uma análise marxista da história do futebol brasileiro

O futebol é a maior paixão do povo brasileiro. É uma das maiores expressões da nossa cultura popular. Apesar de ser uma invenção de um país imperialista que no início era praticado apenas pela burguesia no Brasil, mas rapidamente se transformou em patrimônio do povo, sendo mais uma de todas as riquezas que o brasileiro produz como o samba, o forró.

Para o nosso partido, que se propõe a ter um programa para gerir o país, um programa para o esporte, também é necessário.

Estamos em meio ao golpe de Estado, orquestrado pelo imperialismo, que no último final de semana procurou dar mais um passo no sentido de sua política capitalista com a manipulação das eleições municipais. Na política e no futebol, assim como em todas as questões que dizem respeito a vida do povo o imperialismo quer controlar a política e destruir a economia do país. Para isso precisa dominar todos os aspectos da vida da população do país. E a cultura é um aspecto fundamental. Sendo assim, queremos e somos a vanguarda também na defesa desta cultura brasileira que é o futebol.

O imperialismo sabe que o futebol, por ter um caráter tão proletário e apaixonante, tem um potencial de mobilização popular que, em um cenário político tão polarizado como o que vivemos, pode ajudar a dar impulso à luta contra a direita, contra o golpe, contra a burguesia e o imperialismo, como inclusive vimos m Abril quando as torcidas organizadas saíram às ruas para colocar para correr os fascistas das ruas brasileiras, o que infelizmente foi abortado pela política capituladora da esquerda pequeno burguesa no país.

Já abordamos muitos temas relativos à questão, do futebol profissional masculino ao futebol feminino, o futebol de base, o racismo e a exploração capitalista no esporte. As torcidas organizadas e a perseguição que elas sofrem no Estado, são um dos exemplos da tentativa de calar o povo.

Na matéria do Globo, eles levantam defesas intransigentes que o PCO realizou como a defesa de Felipão, Luxemburgo, Neymar e outros atletas brasileiros.

O caso de Neymar e nossa defesa do seu futebol se dá no sentido dele ser atualmente o maior expoente de nossa arte, ou melhor do futebol arte. O ataque cotidiano à Neymar, visa além de atacar a sua pessoa atingir a cultura do futebol brasileiro. Para nós não se trata de defender Neymar por afinidades que pudéssemos ter com ele, muito pelo contrário, não temos nenhuma afinidade política com o Neymar, nem o conhecemos. Mas existe uma campanha contra o Neymar porque ele é o craque da seleção brasileira e querem desmoralizá-lo, querem desestabilizar o melhor jogador da seleção.

Um dos episódios interessantes sobre Neymar o Diário Causa Operária abordou em uma das muitas matérias que escreveu sobre o craque, mostrando que na realidade não se sustentam os argumentos que querem colocar o futebol brasileiro como subalterno ao futebol europeu: “Quando estourou no Santos, alguns críticos diziam que só fazia o que fazia devido à baixa qualidade das equipes brasileiras. Esse argumento depreciativo em relação ao futebol nacional ficou obsoleto quando os zagueiros mais bem pagos do mundo se viram incapazes de desarmar o melhor jogador do mundo”, afirma um dos textos publicados no jornal do partido.

O companheiro Henrique Áreas, na entrevista, muito bem expôs esta questão: “A nossa defesa do Neymar é essa, a defesa do futebol brasileiro. Para nós, é uma questão política e seguimos nosso programa sobre isso. Se falarem que o samba, que também é uma manifestação cultural nossa, é inferior, iremos defender. Tanto que o Neymar é um dos melhores do mundo mas vivem tirando ele dos dez melhores. É uma pressão econômica para fazer que o brasileiro acredite que ele não tem o melhor futebol do mundo, para que as crianças torçam para times europeus.”

Quando se trata de depreciar o futebol nacional, o Partido operário tem que sair em sua defesa. Por ser o mais popular do mundo, procurar ser rigidamente controlado pelos grandes monopólios imperialistas. O Brasil, sendo o maior exportador de jogadores, ou seja, a fonte de lucro desse esporte, está no centro da disputa imperialista pelos lucros no esporte.

Por sermos os maiores campeões de todos os tempos os interesses imperialistas agiram várias vezes para impedir inclusive que o Brasil já não fosse um decacampeão mundial. Esse domínio, no entanto, encontra uma gigantesca resistência do imperialismo. Para evitar o predomínio brasileiro usam de toda uma pressão econômica que não apenas garantiria a vantagem dos países europeus na Copa do Mundo, mas também a manutenção de uma espécie de divisão internacional do trabalho no futebol, com jogadores brasileiros depreciados e saindo cada vez mais jovens e por menos dinheiro rumo ao exterior.

Para continuar na defesa do futebol brasileiro contra os interesses imperialistas e capitalistas, inclusive conclamamos que a esquerda deve seguir nosso exemplo e  intervir nos assuntos relativos ao futebol, justamente por ser essa expressão genuína do povo brasileiro, em particular dos trabalhadores. Abster-se de debates como esse é estar distante dos interesses da maioria do povo.

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