Fora Witzel assassino!
Por que o movimento negro deve lutar pelo “Fora Witzel”?
O movimento negro deve levantar o Fora Witzel como parte central da luta em defesa dos direitos dos negros
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Fora Witzel assassino!
Por que o movimento negro deve lutar pelo “Fora Witzel”?
O movimento negro deve levantar o Fora Witzel como parte central da luta em defesa dos direitos dos negros
Witzel recebe policiais que atuaram em operação no Alemão. Foto: Nelson Perez/Luminapress
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Witzel recebe policiais que atuaram em operação no Alemão. Foto: Nelson Perez/Luminapress

A última execução provocada pela PM, a mando do governador fascista do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, abriu caminho para o aprofundamento da crise política no Rio de Janeiro. Agatha Félix, de apenas 8 anos de idade, foi morta na sexta-feira, 20, com um tiro de fuzil, pelas costas, na comunidade da Fazendinha, localizada dentro do Complexo do Morro do Alemão.

A morte da menina gerou revolta no interior da comunidade, o que ficou expresso nas manifestações ocorridas logo após sua morte, dentro da comunidade do Alemão. Não se trata de um caso isolado, muito pelo contrário. O assassinato da população pobre e negra no Rio de Janeiro é uma política oficial do estado, defendida pelo governador golpista e fascista, Witzel. Ágatha também não foi a primeira criança a ser brutalmente morta pela PM carioca, a estatística do genocídio aponta que ao menos outras quatro crianças foram mortas pela polícia desde o começo do ano.

Jenifer Silene (11 anos), Kauan Peixo de (12 anos), Kauan Vítor  (11 anos), Kauê dos Santos (12 anos), foram outras vítimas da política de extermínio levada a diante pelo governo do RJ. Além das mortes, outras 12 crianças foram baleadas, a mais recente nesta última terça-feira, 24, no morro da Mineira, no Catumbi. Vitória Ferreira da Costa de apenas 11 anos foi baleada na perna enquanto voltava da escola.

De janeiro a julho deste ano, a política de estado de terror imposta por Witzel, já levou a morte de 1249 pessoas no Rio de Janeiro, em sua imensa maioria negros. A ação de terror é uma constante, contando com a participação do próprio governador, como no caso da favela da Maré, onde Witzel subiu em um helicóptero da PM para metralhar o pŕoprio povo do Rio de Janeiro. Os tiros vindos dos helicópteros tornaram-se parte do cotidiano da população moradora de periferia, como pode ser visto em vários vídeos gravados e divulgados pelos moradores.

Isso sem contar a situação absurda, na qual as escolas localizadas nas comunidades foram obrigadas a colocar uma placa em seus telhados pedindo para não serem alvos das balas disparadas pela polícia. Soma-se  a isso a invasão das casas dos moradores pela polícia de maneira totalmente ilegal e truculenta, a derrubada de barracos e moradias construídas pelos próprios moradores, como ocorreu na Cidade de Deus, os tiros de snipers, que já vitimaram dezenas de pessoas em pontos de ônibus, ou no meio da rua, entre outras atrocidades.

Trata-se, como falamos anteriormente, de uma política de terror, uma política oficial de Wilson Witzel e de toda a sua corja, que hoje ocupa a cadeira presidencial, como Jair Bolsonaro, além de outros governos estaduais, como João Dória em São Paulo, Zema em Minas Gerais, dentre outros.

Além da denúncia, essa política deve ser combatida de maneira enérgica. Responsabilizar o povo como fazem alguns, defender a polícia como fazem outros, inclusive dentro da própria esquerda, ou semear a ilusão fajuta de que se deve esperar as próximas eleições, consiste em uma verdadeira canalhice política, na prática um aval para que as mortes prossigam e o extermínio do povo só aumente.

É preciso opor à violência fascista do estado contra o povo, a mobilização da população pobre, negra e trabalhadora, moradora de periferia. Nesse sentido, o movimento negro deve ter um papel decisivo, uma vez que o massacre tem como alvo número um o povo negro, que é a esmagadora maioria da população que mora nas comunidades.

A luta pela derrubada do governo golpista de Witzel é central neste momento, dada a atual situação, além de que é parte fundamental da luta em defesa dos direitos dos negros, da sua própria existência no interior das comunidades, cada vez mais ameaçada pelo genocídio que vem sendo imposto. É preciso que o movimento negro levante a palavra de ordem de Fora Witzel e coloque abaixo de maneira decidida todo esse regime de terror que aterroriza a população pobre e negra no Rio de Janeiro.

É preciso também por fim ao regime golpista e fascista que toma conta do país, o que só poderá ocorrer por meio da luta pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas!