Futebol americano
Emissoras brasileiras sinalizam briga vindoura pelos direitos de transmissão da NFL. Mas o que está por trás disso tudo?
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Foto: Flickr/April Spreeman Licença: CC BY 2.0
Torcedoras se preparam para recepcionar entrada de time da NFL. | Foto: Flickr/April Spreeman Licença: CC BY 2.0

A imprensa burguesa, recentemente, repercutiu uma consulta da golpista Globosat por um pacote de jogos da National Football League (NFL). No fim das contas, a transmissão continua sob monopólio da ESPN brasileira, que pertence a Disney. O que causa estranhamento é como um esporte tão distante do povo brasileiro provoca tanta disputa.

Primeiramente, é necessário deixar bem claro que não existe esporte bom ou ruim. Pelo contrário, o esporte é, acima de tudo, produto da cultura humana, assim como a arte, a política e a ciência. Entretanto, por ser parte da cultura humana, o esporte está atrelado ao modo de produção vigente. No caso atual, ao capitalismo.

O futebol americano é o resultado final da transformação de esporte em produto. A própria NFL é uma empresa que engloba a quase totalidade do futebol americano praticado nos Estados Unidos. Os times não passam de franquias da NFL, com pouca ou nenhuma ligação com o povo. Basta ver a quantidade de trocas de cidades que alguns times fizeram. É como imaginar o Santos saindo do litoral paulista e transferir suas operações para Manaus, trocando até mesmo de nome e cores. Em resumo, as franquias são, nada mais, nada menos, que times de aluguel, podendo trocar de dono como se fossem um pacote. Obviamente há uma ou outra exceção, mas esses casos são, como o nome diz, exceções, e não a regra.

Por ser um produto cultural, a NFL deve ser encarada como um filme ou um livro. E como filmes e livros, possui uma série de símbolos que representam um aparato ideológico, neste caso, da burguesia americana. A explicação do tamanho interesse das emissoras brasileiras pelo esporte ianque se dá pelo fato de haver brechas, especialmente na classe média para recepção de conteúdo fortemente americanizado.

A burguesia imperialista americana vê, na difusão da NFL uma maneira de impor sua ideologia para o restante do globo, especialmente nos países de capitalismo atrasado que orbitam a esfera de influência americana. Trata-se, claramente, de uma campanha de colonização.

Aos expectadores mais atentos, fica mais do óbvio que o futebol americano, neste momento, não possui nenhuma aderência na classe trabalhadora. Entretanto, esta situação poderá mudar se o plano da burguesia de destruir as ligações do futebol com o povo se concretizar. Com este intuito, cresce a pressão para jogos sem torcida ou com ingressos caríssimos, camisetas a preço em ouro e a crescente mercantilização do futebol.Por isso, é necessária uma defesa ampla para manutenção do futebol com características populares!

Concluindo, o objetivo não é promover um boicote ao futebol americano. Afinal, fossemos por essa linha, teríamos de fazer boicotes a quase todos os produtos. Entretanto, é necessário que as pessoas tenham a real noção da situação e que o investimento no futebol americano não se dá simplesmente para atender uma demanda ou que ele simplesmente é popular, mas para criar essa demanda através de ampla propaganda, enfiando goela a abaixo de boa parte da população, como uma arma de colonização.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas