Em São Paulo e Brasília
Em defesa dos direitos democráticos da população, ato do dia 27 deve ser amplamente convocado

Por: Redação do Diário Causa Operária

O dia 27 de fevereiro, definido como o primeiro dia nacional de mobilização em torno da defesa dos direitos políticos do ex-presidente Lula, está cada vez mais próximo. No entanto, no interior da esquerda pequeno-burguesa brasileira, uma indefinição ainda se mostra presente: devemos lutar por Lula?

Quem luta por Lula e quem deveria lutar?

Há aqueles que lutam, aqueles que dizem que lutam, e aqueles que são declaradamente defensores da perseguição política promovida pela direita golpista. Neste cenário, muito se diferencia o Partido da Causa Operária dos partidos da esquerda pequeno-burguesa, como o PSOL, que alega defender Lula, mas não sai sai às ruas e ainda sabota sua candidatura em nome de uma frente com a burguesia, ou também, como o PSTU, que apoiou o golpe de Estado e defende a prisão do ex-presidente.

Em meio a toda esta política confusa por parte das direções da esquerda, é necessário esclarecer a importância da figura de Lula em meio à crise do regime golpista.

Após as mais recentes revelações feitas pela defesa do ex-presidente, que teve acesso a uma parcela das mensagens vazadas entre procuradores e o ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, calar-se diante da perseguição contra Lula ficou ainda mais insustentável. Como visto nos diálogos entre os procuradores em um grupo de Telegram que comemoravam a prisão de Lula e explicitavam o envolvimento da CIA em toda a operação, a Lava Jato foi uma operação voltada unicamente para esmagar os inimigos do golpe e do imperialismo no país.

Moro e Dallagnol expuseram diversas vezes o caráter totalmente farsesco das condenações feitas contra Lula. O ex-presidente, fora acusado de ter um triplex que não é seu. No mesmo sentido, uma reforma em um sitio de um amigo de Lula tornou-se também uma “prova” de corrupção.

Não há provas, há perseguição política!

“Sem provas mas com convicção”, a justiça burguesa promove uma perseguição política implacável contra a maior liderança do movimento operário da história brasileira. Enquanto isto ocorre, a esquerda pequeno-burguesa abandona Lula e declara seu apoio a uma frente com o principal setor da burguesia golpista.

A luta desses setores não é pelos direitos democráticos da população, mas sim pela defesa de um cargo no Congresso. Dessa maneira, a única forma de lutar pelos direitos políticos de todo povo brasileiro é se colocando em confronto contra qualquer ataque ditatorial dos golpistas, ou seja, sobretudo saindo em defesa irrestrita de Lula e seus direitos.

O ex-presidente é um símbolo da perseguição política, da ditadura e dos ataques promovidos contra a população brasileira. Sendo vista pelos trabalhadores como a principal representação política do povo esmagado e oprimido, Lula afunila em sua figura todo o ódio, a radicalização e a disposição de luta de todos os trabalhadores.

Mobilização

Lula não pode ser visto como um mero aplicador de um programa reformista, ou como um calculo puramente eleitoral. O ex-presidente tem um poder político muito superior a qualquer outro pretenso candidato da esquerda brasileira. Em torno da defesa de seus direitos e da defesa de que sua candidatura seja eleita, a classe operária é impulsionada a se mobilizar nas ruas em um confronto direto com a burguesia e o regime golpista.

Dessa maneira, a presença de Lula nas eleições é a receita para uma total desestabilização do regime e, por isso, é totalmente boicotada pela burguesia brasileira. Se Lula sair como candidato, o regime golpista será obrigado a confrontar sua candidatura de maneira totalmente ditatorial, assim como já vem fazendo, para impedir a todo custo que se eleja novamente.

Contudo, esta mesma ação será responsável por polarizar radicalmente o país, levando a população a uma necessidade urgente de mobilização e defesa de seu candidato.

Da mesma maneira como feita nos atos realizados em Curitiba, no ano de 2019, pela libertação do ex-presidente, a mobilização precisa ser real, nas ruas de todo país.

Dia 27, às ruas!

Seguindo por exemplo a política de mutirões semanais adotadas pelo PCO desde o início desta campanha, é necessário que a agitação política entre os trabalhadores seja feita de maneira contundente, visando organizar a mobilização nacional em defesa do ex-presidente.

Nesse sentido, o ato deste sábado será responsável por dar o norte político de como deve prosseguir toda a luta ao lado de Lula. Com dois atos nacionais, nas ruas de Brasília e São Paulo, a classe trabalhadora deve ser chamada por suas organizações com a finalidade de dar o ponta pé inicial desta campanha.

Com a realização destas manifestações, é necessário continuar a campanha, e preparar a organizações de novos atos nacionais. Cada vez maiores, para garantir que os direitos políticos de Lula sejam devolvidos, e que sua candidatura seja garantida em 2022.

As eleições são daqui a mais de um ano; contudo é necessário desde já garantir os direitos de Lula. Garantir sua defesa é garantir os direitos democráticos de toda população, barrar na força os ataques promovidos pela direita golpista.

O estelionato eleitoral de 2018 não pode ser repetido, por isso, é necessário atender o chamado de Lula a convocar, todos os setores oprimidos, a se mobilizarem neste dia 27, em um importante dia de atos nacionais por seus direitos e por sua candidatura em 2022.

Neste dia 27, todas as organizações de esquerda que efetivamente lutam contra o golpe devem mobilizar suas fileiras e convocar o dia nacional em defesa de Lula, nas ruas, com os trabalhadores, em São Paulo e Brasília, por um dia nacional de mobilização. Apenas sobre esta base que o golpe de estado poderá ser derrotado.

O PCO convoca todos os ativistas e militantes da luta contra o golpe para estarem presentes nos atos e participarem das caravanas de todo o País para o dia 27. Todos às ruas!

Send this to a friend