Por que a justiça não funciona: bolsonarista está investigando bolsonaristas que atacaram caravana

Durante a caravana de Lula pelo Sul do país, uma série de atentados terminaram com covardes agressões a militantes de esquerda, mulheres, padres, idosos e até mesmo  colocaram a vida do ex-presidente em risco. Os atentados, de caráter fascista, devem ser denunciados energicamente e combatidos a qualquer custo. No entanto, a única forma de conseguir impedir que a extrema-direita avance é através da organização da autodefesa da esquerda.

Muitos setores da esquerda, no entanto, não deram a mínima importância para a autodefesa dos trabalhadores. Ao invés disso, preferiram utilizar o maior aliado – ou melhor, o verdadeiro mentor dos fascistas: o Estado capitalista, dominado pelos golpistas.

A polícia – seja militar, civil ou federal – faz parte do aparato do Estado e, portanto, responde diretamente aos golpistas. Não se pode ter a mínima ilusão de que a polícia vá investigar e punir os responsáveis pelos atentados.

Recentemente, foi denunciado que o jornalista Karlos Eduardo Antunes Kohlbach (na esquerda na foto acima), assessor de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP-PR) também é assessor do Comitê de Bolsonaro. Dentre os delegados e policiais que deveriam ter garantido a segurança dos manifestantes também há inúmeros elementos apoiadores do candidato fascista e de outros grupos e partidos da direita. Por isso mesmo é absurda a idéia de que se possa deixar a segurança das manifestações dos explorados nas mãos sujas destes senhores.

A única forma de conseguir impedir o avanço do fascismo é através de uma verdadeira mobilização dos trabalhadores. Por isso, ao invés de se iludir com a polícia, é necessário criar comitês de luta contra o golpe que também se coloquem como comitês de autodefesa e sejam capazes de reagir à altura as provocações da extrema-direita.