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Ao contrário do tratamento dados aos treinadores brasileiros, o espanhol Domènec é poupado pela imprensa após derrota vergonhosa na Libertadores
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Técnico rubro-negro Domènec Torrent | Foto: Alexandre Vidal/Flamengo/Fotos Públicas

A imprensa esportiva brasileira, aquela ligada aos monopólios, sempre ataca ferozmente os treinadores dos grandes clubes nacionais diante de campanhas fracas ou até mesmo de alguma derrota marcante. Muitos trabalhos foram interrompidos pela pressão exercida em especial pela Rede Globo em diversos casos.

Após a sacolada de gols sofrida pelo Flamengo para o desconhecido Independiente del Valle no Equador, o recorrente comportamento dessa imprensa não foi observado. Será que andaram reavaliando sua nociva atuação? Resolveram parar de crucificar os treinadores de futebol?

A resposta mais precisa é: depende. Em especial, depende da nacionalidade do treinador em questão. No caso citado, o técnico é espanhol. Domènec Torrent, ou “Dome” como é tratado pela imprensa anti-nacional, estagiou como auxiliar técnico em alguns grandes clubes europeus, mas nunca dirigiu um grande clube. Sua última experiência como treinador foi no New York City FC, na inexpressiva liga de futebol norte-americana MLS.

Longe de querer defender o apetite voraz dessa imprensa pela cabeça dos treinadores, mas não podemos ignorar a nítida diferença no tratamento dispensado aos brasileiros. O caso do Flamengo é muito significativo. Após uma boa passagem do português Jorge Jesus, tratado pela imprensa como “Mister”, a diretoria rubro-negra deixou clara essa tendência ao trazer o inexperiente Domènec.

O que essa busca fetichista aponta é para uma negação do valor e da superioridade do futebol brasileiro. Não só temos os melhores jogadores como também os melhores treinadores, a maioria ex-jogadores.

Como Vanderlei Luxemburgo colocou após conquistar o Paulistão 2020 com o Palmeiras, muitos jovens treinadores brasileiros que despontavam como promessas foram duramente criticados e “queimados” pela imprensa. Essa caça às bruxas certamente nos privou de muitos talentos.

A supervalorização do futebol europeu é um sintoma da subordinação econômica e ideológica da nossa burguesia. Enquanto os capitalistas europeus não tiram os olhos do mercado de futebol brasileiro, os monopólios da imprensa nacional fazem de tudo para rebaixar nossa superioridade no esporte mais popular do mundo.

Como alguns brincam, basta um garoto dar duas pedaladas num treino de categorias de base que já aparece um empresário europeu para oferecer contrato. Esse assédio, associado à falta de investimentos estatais, faz com que jogadores saiam do país cada vez mais jovens. Muitos sem nem ter disputado jogos pelas categorias principais das equipes onde são revelados. Além disso, muitos acabam integrando até seleções de outros países.

Ao invés de bajular tudo o que vem de fora, precisamos valorizar nossos profissionais e nosso futebol, que se estabeleceu como o melhor do mundo mesmo com toda a espécie de ataques e boicotes.

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