Por que a direita fala tanto em “atentado contra Bolsonaro”?

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Da redação – Em matéria desta segunda-feira (3), no sítio Reuters, o ministro golpista do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, afirma que o presidente eleito pela fraude, Jair Bolsonaro (PSL), vem sofrendo ameaças nos últimos dias. “Eu posso falar até 15 dias atrás. Até 15 dias atrás houve mais ameaças”, disse Etchegoyen ao ser questionado sobre o tema.

O general golpista sugeriu cautela na cerimônia de posse em 1º de janeiro, articulando, como vimos também hoje na imprensa, a aprovação parlamentar urgente de carros blindados e segurança especial para toda família de Bolsonaro.

Vale ressaltar inicialmente, que, como sempre a direita faz quando quer criar uma situação a seu favor, o general – descendente de golpistas torturadores -, não deu mais detalhes. Diferente dos casos, onde, os golpistas desses departamentos que espionam os brasileiros, como a GSI, divulgaram conversas do ex-presidente Lula na imprensa burguesa, com vistas a manipular a opinião pública, no caso de Bolsonaro, as ”ameaças” são postagens de pessoas nas redes sociais.

Mais além, é preciso frisar também que os golpistas estão tomando tais medidas, exatamente, porque sabem que elegeram Bolsonaro com uma fraude, e, sendo assim, a maioria da população não reconhece o golpista. As medidas do governo, como foi anunciado hoje com o fim do Ministério do Trabalho pelo Ministro do Estado Extraordinário no governo de transição, Onyx “Caixa 2” Lorenzoni, são extremamente impopulares e vão jogar grande parte do povo na miséria neoliberal.

O medo dos golpistas é justificável, pois o trabalhador não quer o fim dos direitos trabalhistas e nem da aposentadoria. Prova disso, foi o “atentado” à facada. Como vimos nas fotos, Bolsonaro não tem sangue nas veias, já que, em nenhuma das fotos aparece uma gota sequer. Nem mesmo a faca parecia uma faca. Não foi divulgado na hora, para explicitar todo o ocorrido, as imagens das câmeras, depoimentos, vídeos dos celulares dos apoiadores, como os golpistas costumam fazer contra seus inimigos nas montagens hollywoodianas que os interessam. Assim, o golpista deixou de aparecer, de ir nos debates, pois estava com o abdômen sensível, precisava de repouso – só não para carregar a taça de campeão brasileiro do Palmeiras, que pesava em torno de 15 quilos, neste domingo. Na verdade, precisava mesmo era parar de falar tantas asneiras, pois os donos do golpe já estavam garantindo a vitória pela fraude, que prendeu Lula, sem provas, no seu maior lance.

E as considerações não param por aqui. Nesta semana, o filho do golpista eleito, Carlos Bolsonaro, afirmou que a morte do pai interessa a inimigos próximos, o que, se somando às supostas ameaças proferidas pelo general, criam todo um clima para respaldar o aumento da repressão e perseguição do povo trabalhador, da esquerda e das organizações dos trabalhadores. 

Cada pronunciamento dos golpistas vem nesse sentido. Um ministro anuncia o fim dos direitos trabalhistas, enquanto outro diz que seus “lideres” estão sendo ameaçados. É ação e reação. Se você humilha uma deputada dentro do Congresso, chamando-a de “vagabunda”, se desfaz da luta do povo negro, ameaça acabar com sindicatos, metralhar os petistas, chama indígenas e quilombolas de inúteis, uma hora, esses todos vão se voltar com todo ódio contra essa política.

É preciso denunciar amplamente esse cenário montado pelos golpistas para abrir um processo de avanço militar contra o povo e às organizações populares. O povo se coloca nas ruas contra Bolsonaro porque ele representa o fim das conquistas de séculos de luta e essa situação tende a piorar. Esse é o medo dos golpistas e por isso manobram nesse sentido.