Cargos e carreira
Partido, desde sua fundação, é uma federação de parlamentares e grupos completamente vulneráveis à infiltração da burguesia
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, reuniu-se, nesta sexta-feira (10/10), com Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, no Rio de Janeiro.
 
Crédito: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil
Armínio Fraga, ex-ministro de FHC e tutor de Aécio Neves | Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil

Há alguns dias, chamou bastante atenção o fato de que Wesley Teixeira, candidato do PSOL a vereador da cidade de Duque de Caxias, recebeu financiamento do banqueiro e golpista Armínio Fraga. O caso acabou gerando uma crise no partido, a retirada do apoio público de setores como o PCB e se tornou um verdadeiro escândalo. No entanto, não deveria: o caso está longe de ser uma exceção ou uma aberração no Partido Socialismo e Liberdade.

Isso porque o PSOL é um partido preparado para a infiltração por parte da burguesia. Embora carregue o termo “socialismo” no nome, a legenda não tem nada a ver com uma organização dos trabalhadores: trata-se de um agrupamento de parlamentares e grupos pequeno-burgueses sem qualquer coesão política ou ideológica. O PSOL não é um partido de programa, é um partido de “figurões” e “caciques” que utilizam o partido de acordo com seus próprios interesses.

Podemos afirmar que o PSOL é um partido sem programa porque, por exemplo, não tem um consenso em relação à questão da palestina — questão essa que não permite um “meio termo”. Ou se defende o povo palestino das barbaridades do imperialismo, ou se defende o imperialismo. E no PSOL, encontramos dos dois. Jean Wyllys, ex-parlamentar e figura de destaque no partido, defendeu publicamente o Estado criminoso de Israel. Isso apenas para citar um exemplo.

E se o PSOL não é conduzido por seu programa, quem produz o PSOL? Já dissemos que são os indivíduos: os parlamentares e “figurões”. Mas a questão mais importante é: quem conduz os indivíduos do PSOL?

A resposta não poderia ser outra: os capitalistas. Pois são os capitalistas que controlam a economia e, portanto, são eles quem têm condições de financiar campanhas, promover figuras etc. Dito de outro modo, se o PSOL é uma agremiação onde indivíduos competem entre si, o indivíduo A que recebe financiamento de um banco, terá, inevitavelmente, melhores condições de se impor perante o indivíduo B, que não recebe esse financiamento. O mesmo é válido se o indivíduo A tem espaço na imprensa burguesa e o indivíduo B não tem.

São as figuras financiadas e promovidas pela burguesia que costumam ser eleitas e, desse modo, adquirir influência sobre o partido. No fim das contas, serão sempre os capitalistas que determinarão aqueles que controlam o PSOL. E se são os capitalistas que determinam quem controla o partido, o PSOL jamais poderá ter uma política independente em relação à burguesia.

Uma última coisa que deve ser respondida é: se o PSOL é um partido e esquerda, que interesse teriam os capitalistas em financiar o partido? Ora, porque, diante da crise do regime político, não basta que a burguesia controle os partidos de direita, responsáveis por aplicar sua política oficial. É preciso ter um controle sobre os partidos reformistas, para impedir que a polarização política os empurre para uma posição de confronto com seus interesses.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas