Europa em primeiro lugar
Palmeiras não pode mandar jogo no Allianz em razão de final da UCL
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O jogador Willian, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Pará, do Santos FC, durante partida válida pela oitava rodada, do Campeonato Paulista, Série A1, no Estádio do Pacaembu. (Foto: Cesar Greco)
Palmeiras não poderá jogar em seu próprio estádio devido a jogo da UEFA. | Foto: Cesar Greco(Palmeiras)

Neste domingo (23) o clássico entre Palmeiras e Santos sofrerá um transtorno bastante incomum, porém preocupante. Trata-se da impossibilidade de o clube alviverde poder mandar seu jogo no seu próprio estádio, o Allianz Parque. Isso se dará em razão do fato de a final da UEFA Champions League estar previsto para o mesmo horário do clássico. Porém ao contrário do que pode se pensar, não se dará por preocupações de baixa audiência ou coisas semelhantes, trata-se na verdade de uma questão contratual que a WTorre, construtora do estádio tem com o clube.

No contrato, a grosso modo, eventos como shows musicais e semelhantes, quando de interesse da construtora, ocorrerão no estádio e o clube mandará seus jogos em outros locais nessas datas. E como fora dito anteriormente, nesse horário ocorrerá, a final da Champions League, e assim a WTorre irá transmitir a final em um telão no estádio para que pessoas assistam à final. Trata-se de uma maneira de humilhar o futebol brasileiro em duas vias. A primeira pelo mero transtorno de não permitir que o clube mande seu jogo, mas especialmente fazer isso para que se transmita um jogo europeu.

Entra ainda a contradição gritante em tempos de COVID-19, como se proíbe a entrada de torcedores para assistirem às partidas brasileiras, mas se permite que estes entrem para assistir a partidas europeias? Se o argumento de segurança estivesse sendo levado em conta, um evento onde aglomera-se pessoas estaria sendo proibido. Ao fim e ao cabo, os capitalistas parecem usar a pandemia como uma justificativa para embarreirar a entrada do operário aos estádios, restringindo estes a camadas mais privilegiadas.

No futebol como em outras dimensões do cotidiano, os capitalistas e a direita usam métodos de prevenção contra a COVID-19 de maneira demagógica, sob aplausos da esquerda pequeno burguesa. O trabalhador deve se privar de aglomerações, de eventos, festas, reuniões, mas está autorizado a pegar ônibus, trens e metrôs lotados para enriquecer esses exploradores. Do mesmo modo que o torcedor está proibido de ir ao estádio torcer para seu time de coração, mas está autorizado a torcer para um time europeu no estádio.

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