Aglomeração permitida
Prefeituras no entorno do Distrito Federal procuram mostrar que estão tomando providências, só que não

Por: Redação do Diário Causa Operária

Depois de um ano inteiro de pandemia, com a farsa do isolamento social, ônibus seguem lotados em Goiás. Sem vacinas, nem nada de efetivo para conter o avanço da COVID-19 começou entre os governadores e os jornais burgueses um burburinho defendendo “lockdown”, ou seja, medidas mais duras de restrição

Em Goiás algumas prefeituras resolveram determinar que nenhum ônibus circule com passageiros em pé. Antes dessa medida, que não tem efetividade nenhuma, as prefeituras do entorno do Distrito Federal autorizaram o aumento das passagens. Apesar da inflação oficial o diesel e a gasolina não param de reajustar seus preços.

É preciso lembrar que desde o início da Pandemia não houve nenhuma preocupação com os ônibus lotados. Até mesmo a frota de ônibus circulando nas ruas foi reduzida devido a diminuição do número de passageiros. Proibir a circulação de passageiros em pé não resolve absolutamente nada. As pessoas sentadas, umas ao lado das outras, continuaram enlatadas como sardinhas, em um ambiente fechado, com pouca circulação de ar e sem o distanciamento recomendado pelos trabalhadores da saúde, que não cansam de alertar para o perigo que se aproxima.

No início da pandemia o isolamento seria uma forma de desacelerar a transmissão para testar e isolar os focos de contágio. Agora, de nada adiantam medidas de isolamento mais duras, pois o coronavírus já está presente e ativo em praticamente todo o Brasil.

Estas medidas agora tem o único objetivo de reprimir mais ainda a população que morre aos montes diariamente. O povo tem todo o direito de se revoltar contra estes governos, que demonstram não ter a menor preocupação com a maior crise de saúde pública das últimas décadas.

Mesmo diante da determinação inútil das prefeituras do entorno do Distrito Federal, o que foi visto nas ruas são ônibus lotados como sempre. Janelas fechadas, passageiros sem máscara ou utilizando-as de forma inadequada. Não é possível cobrar que as pessoas entendam a gravidade da situação quando os veículos de informação que possuem as concessões públicas de rádio e televisão evitaram por meses tratar do problema.

A circulação de ônibus deveria ser maior que o normal desde o início do isolamento social em março de 2020, para que os passageiros não precisassem se sentar lado a lado. A entrega para a população de máscaras que protejam efetivamente contra o vírus já deveria ter sido feita. Especialmente para aqueles que estão trabalhando presencialmente durante todo esse período. Trata-se da maioria da população e cada vez é mais difícil esconder o beco sem saída que os incompetentes governos burgueses colocaram todos os brasileiros.

No início da pandemia o isolamento seria uma forma de desacelerar a transmissão para testar e isolar os focos de contágio. Agora, de nada adiantam medidas de isolamento mais duras, pois o coronavírus já está presente e ativo em praticamente todo o Brasil.

No entanto, agora estas medidas tem o único objetivo de reprimir mais ainda a população, que morre aos montes diariamente. A população deve se revoltar contra estes governos, que demonstram não ter a menor preocupação com a maior crise de saúde pública das últimas décadas.

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