Greve dos entregadores
Mais de 50 mil avaliações negativas aos aplicativos de entrega de comida mostram que a greve dos entregadores teve amplo apoio da população.
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entregadores antifascistas
Manifestação dos entregadores em frente ao Masp, em São Paulo | Foto: Reprodução

A greve dos entregadores de aplicativos não foi a primeira mobilização de trabalhadores durante o período da pandemia, mas foi a que causou, de longe, o maior impacto. A população aderiu massivamente à paralisação da categoria. Como forma de apoio, foram realizadas mais de 50 mil avaliações negativas dos aplicativos, uma boa parte com comentários sobre as condições análogas à escravidão a que são submetidos os entregadores.

Os entregadores, em diversas capitais, no dia 1 de julho, se recusaram a atender qualquer pedido de entrega. Entre as denúncias estão a total inexistência de direitos trabalhistas, os valores irrisórios que recebem por entrega e a extrema carga horária de trabalho resultante disto.

Durante os últimos meses, foi possível ver, na internet, diversas fotos e histórias de entregadores que chegam a rodar mais de 50km diários em suas bicicletas para receber compensações que mal pagam sua alimentação. Há casos de entregadores que, de tão cansados, acabam dormindo na rua, sem fôlego para retornar para seus lares, geralmente nas periferias das cidades.

Diferente do que a direita “civilizada” ou “não civilizada” propagandeiam, os entregadores não são profissionais liberais e muito menos empreendedores. Pelo contrário, são operários com condições precárias e desumanas. Enquanto isto, os donos dos aplicativos, até mais do que os donos dos restaurantes – que muitas vezes não passam de pequenos comerciantes -, enriquecem às custas do trabalho da classe trabalhadora.

Empresas como Uber, 99, iFood, Rappi e outras são aberrações fruto da decadência total do capitalismo. São empresas de transporte que não possuem veículos e de alimentação que não possuem restaurante, ou seja, são verdadeiros parasitas, atravessadores.

As avaliações negativas, mesmo sendo uma maneira tímida de protestar, mostram claramente que a população está se concientizando, mais ainda, dos efeitos das políticas da direita sobre a vida dos trabalhadores. As massas, especialmente a confusa classe média, parecem estar entendendo, finalmente, após grande hibernação, que há um grande ataque aos direitos trabalhistas e a toda e qualquer política de assistência social implementada no Brasil.

Portanto, é necessário que as lideranças da esquerda e dos sindicatos se atentem à realidade e parem com as encenações parlamentares. A população foi enganada com a política do #fiqueemcasa, que serviu a apenas uma minoria, que, agora, será obrigada a retornar ao trabalho, mesmo sem testes, leitos e médicos e, ainda por cima, com menos direitos. Enquanto isto, grandes capitalistas, como banqueiros, empresas de tecnologia, supermercados e empresas de e-commerce como a Amazon, ficaram mais ricos.

É necessário dar um basta nesta situação! A luta dos entregadores mostra que esta deve ser nas ruas, pois é lá que as coisas realmente acontecem! Então, todos às ruas no dia 12 de julho, dia de mobilização nacional junto à nova paralisação dos entregadores! Sem atos virtuais para uma meia dúzia, sem aliança com a direita e sem esconder suas cores! Pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Eleições gerais já!

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