Internacional
O comando-geral da polícia de Paris confirmou o ataque realizado contra a delegacia de Champigny-sur-Marne, 15 quilômetros ao sudeste da capital francesa.
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Uma bateria de fogos de artifício lançada sobre a delegacia de Champigny-sur-Marne. | Reprodução.

Na noite deste sábado (10), um grupo de pessoas realizou um ataque contra uma delegacia de polícia na comunidade de Champigny-sur-Marne, localizada a cerca de 15 quilômetros ao sudeste da capital francesa. Participaram ao redor de 40 pessoas, armadas com fogos de artifícios e barras de metal, de acordo com informações das autoridades. Até o momento, ninguém foi preso.

Um comunicado do Comando-General da Polícia de Paris confirmou o ataque em uma postagem no Twitter. “Ataque violento na noite passada na delegacia de Champigny com disparo de morteiros e vários projéteis. Nenhum oficial de polícia resultou ferido.”

Em um vídeo divulgado nas redes sociais do momento do ataque, é possível observar uma chuva de fogos de artifícios lançados sobre a delegacia. Pessoas armadas tentavam forçavam a entrada no edifício, sem obter êxito.

O episódio da delegacia aconteceu no período de dois dias depois de dois policiais ficarem gravemente feridos após serem atacados por um grupo enquanto se encontravam em uma atividade de patrulha nos subúrbios de Paris.

A polícia francesa se notabilizou pela selvagem repressão ao movimento dos coletes amarelos. Centenas de pessoas foram feridas pela repressão policial e mais milhares foram detidas, inclusive de forma extremamente violenta e arbitrária. Os manifestantes protestavam contra  política neoliberal de Emmanuel Macron, implementada para contemplar os interesses dos bancos e grandes capitalistas franceses.

Com o aprofundamento da crise capitalista, inclusive nos países imperialistas mais desenvolvidos do mundo, caso da França, a população tem enfrentado nas ruas as forças de repressão do Estado. O ataque à delegacia de Champigny-sur-Marne é um episódio que expressa o ódio da população contra a polícia, identificada – corretamente – como uma força de manutenção da ordem, de defesa da política dos bancos, da miséria social. A França se notabilizou, nos últimos anos, por inúmeros enfrentamentos violentos entre manifestantes e a polícia nas ruas.

Nos Estados Unidos, desde a morte de George Floyd em Mineápolis (estado de Minnesota), diversos confrontos com as forças de repressão aconteceram por todo o país. Fica cada vez mais evidente para amplas parcelas da população de que o aparelho de repressão existe para proteger os interesses dos capitalistas e dos monopólios imperialistas. Conforme a crise se desenvolve, não há outra alternativa que não a mobilização e o enfrentamento nas ruas contra todos os que defendem um sistema decadente e incapaz de dar uma saída para a grave situação da humanidade.

Não à toa, Macron é popularmente conhecido como “o presidente dos ricos”. Relatórios sobre a situação econômica demonstram um aumento brutal da concentração de renda na França, resultado direto de suas políticas.

 

 

 

 

 

 

 

 

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