Política suicida: Quaquá aceita governo Bolsonaro e não quer lutar contra o golpe

Prefeito-Quaquá-foto-Paulo-Celestino

Da redação – O presidente do PT no Rio de Janeiro, Quaquá, ex-prefeito de Maricá, teve recentemente sua candidatura impugnada pela justiça eleitoral, mais uma fraude das eleições. Porém, denunciou que apoiar o “Fora Bolsonaro” seria uma bobagem, pois fere a democracia.

Desta forma, Quaquá acredita que a mesma fraude (eleitoral) que colocou Bolsonaro no poder e o tirou do cargo de deputado federal é legítima. Um verdadeiro tiro no pé, que só revela a política de alianças totalmente oportunista montada pelo político carioca, que ao invés de apoiar a candidatura do próprio partido, Márcia Tiburi, apoiou o DEM de Eduardo Paes – devido a uma antiga relação do PT com o MDB carioca, do qual fazia parte Paes quando era prefeito da capital.

Washington Quaquá faz parte de uma das alas mais direitistas do PT. Ele está preparando um documento nacional para enviar à direção do partido, onde pede uma autocrítica. Pede que o PT peça desculpa pelos erros cometidos – uma forma de desmoralizar totalmente o partido.

Segundo ele o partido teria cometido três grandes erros: o primeiro teria sido colocar Dilma no poder; o segundo foi abandonar a aliança com os partidos golpistas que ele denomina de centro como o PMDB, o PP e o PTB; e o terceiro foi de ter se rendido às regras da política e praticado corrupção.

Ou seja, além de culpar o PT pelo golpe de estado, Quaquá ainda diz que o PT é um partido corrupto que deve pedir desculpas. Um absurdo. Não existe melhor forma de sabotar internamente o partido. “O PT errou e muito e tem que fazer as autocríticas publicamente.” ” Nós começamos a ser derrotados na medida em que a Dilma abandonou a nossa política de alianças e decidiu restringi-la à esquerda, maltratando a base de centro”, estas declarações foram feitas a uma entrevista com a Revista Veja, linha de frente do golpismo no Brasil.

Mas não só isso, Quaquá ainda declarou que agora o PT tem uma “segunda figura”: Fernando Haddad. Não precisa se restringir a Lula. Pois, como a política da ala direita do PT é de fazer aliança com os golpistas, para a direita, a pessoa do Lula é muito perigosa por mais que o mesmo queira negociar. Para poder se aliar com os partidos da burguesia é necessário que o PT se desvincule totalmente da classe operária. E para isso é preciso abandonar Lula, líder das greves que derrubaram a ditadura. Já Haddad é uma figura muito mais moderada e capituladora, um personagem muito mais aceito pelos capitalistas.

E aí chega o momento em que a Veja pergunta como o PT deve atuar diante do novo governo Bolsonaro. . Quaquá responde que o PT tem que se comportar como um “democrata liberal”, fazendo oposição dentro da câmara e aceitar a política de ataques do Bolsonaro até o fim, isto é, em 2022. Denunciou que a política “Fora Bolsonaro é uma bobagem”. Frase que deu à Veja o título da manchete, demonstrando uma preocupação com o problema da luta pelo poder.

O petista carioca ainda fala que Gleisi foi um grande quadro durante o período de luta contra o golpe e que agora é hora de dar espaço à Haddad. Isso deixa explícito o fato de que, para ele, o período da luta contra o golpe já passou e que agora é preciso virar esta página, além de deixar as lideranças lulistas, como é o caso de Gleisi Hoffmann, no escanteio.