Carestia
O preço da carne bovina teve aumento significativo para o consumidor. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o valor da carne de boi subiu 37% nos últimos 12 meses
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Importante item da dieta dos trabalhadores sofre aumento explosivo | Foto: Reprodução
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Importante item da dieta dos trabalhadores sofre aumento explosivo | Foto: Reprodução

O preço da carne bovina teve aumento significativo para o consumidor. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o valor da carne de boi subiu 37% nos últimos 12 meses.

Em São Paulo, o quilo da carne bovina atingiu a média histórica de R$ 16,12 na última quarta-feira (27),

 

O motivo, segundo André Braz, economista da FGV, é o aumento do volume de exportações de carne bovina brasileira para a China. “Esse movimento de exportação desabastece o mercado brasileiro e o preço aqui acaba aumentando”, explica. O país exportou, de janeiro a setembro deste ano, 10% a mais em volume de carnes do que no mesmo período de 2019.

O quilo do patinho chega a custar R$ 44,90, enquanto o do filé mignon chega a quase R$ 90.

A elevação do preço da carne foi provocado pelo incentivo fiscal à exportação do governo golpista de Jair Bolsonaro, a saída da produção nacional aumentou e impactou no prato das famílias brasileiras. Em setembro a alta foi de 4,5% e em outubro deve ficar em torno de 5%. As exportações aumentaram 10% em volume de janeiro a setembro, comparado ao mesmo período do ano de 2019. Enquanto os grandes produtores aumentam seus lucros, a população deixa de consumir carne. É preciso que o controle da produção e dos preços dos alimentos estejam sob controle dos trabalhadores.

Desde o golpe de Estado de 2016 contra a presidenta Dilma, a miséria no Brasil vem crescendo a passos largos. Com a chegada da Covid-19 e a gigantesca crise econômica internacional no ano de 2020, a população brasileira vive uma verdadeira situação de calamidade. Agora, no momento em que metade da população não possui um emprego real e que o auxílio emergencial de valor ínfimo está prestes a acabar, a maior inflação em 18 anos faz o preço dos alimentos básicos dispararem. O governo golpista de Bolsonaro não só assassinou mais de 160 mil pessoas, como esta levando o Brasil novamente à situação de fome generalizada.

De acordo com o Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), o mês de outubro de 2020 teve a maior taxa desde o ano de 2002, último ano do governo de destruição nacional do capacho entreguista FHC (PSDB). A taxa foi de 0,86%, para te ter uma noção, nos últimos 12 meses se acumulou o valor de 3,92%, já nos 12 meses antes de outubro de 2019 o valor acumulado foi de 2,54%. Foram avaliados 9 grupos de produtos dos quais 8 tiveram aumento, os maiores justamente no setor de alimentação e bebidas, que teve um aumento de 1,93% no mês, além disso itens essenciais como botijão de gás e gasolina também subiram.

Os alimentos que tiveram a maior alta foram o arroz, com 13,36% e o óleo de soja, com 17,44%, justamente itens presentes na alimentação básica de todo brasileiro. Além destes também houve alta nos preços do tomate, batata inglesa, frutas e carnes.

É importante destacar os outros setores que tiveram grandes aumentos de preços, dentre eles os transportes, a habitação, vestimenta e artigos de residência. Basicamente enquanto as condições de trabalho da população só pioram, os gastos básicos para a sobrevivência se tornam cada vez maiores.

A inflação é um dos métodos tradicionais que os capitalistas usam para explorar cada vez mais a classe trabalhadora. O patrão não aumenta os salários conforme crescem os preços devido a inflação, assim os salários se tornam cada vez mais desvalorizados, enquanto os serviços e ou produtos vendidos podem ter seus preços aumentados. Assim o patrão mantêm, ou até aumenta, seus lucros, por outro lado a diferença entre o crescimento salarial e a inflação deixa os trabalhadores cada vez mais pobres.

Por isso os trabalhadores devem lutar por uma escala móvel de salários, não é aceitável nenhuma redução salarial por meio da inflação, que no final irá enriquecer os capitalistas. Os salários devem crescer automaticamente conforme crescem os preços dos produtos, ou seja, todo o peso da crise deve ser carregado pela burguesia e não pelos trabalhadores. O oposto da política de Bolsonaro, um governo burguês que diminuiu cada vez mais o salário do povo, situação que só se resolverá caso o governo seja derrubado.

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