Política genocida
Após o FMI apoiar que teto de gastos e reformas continuem sendo aprovadas no Brasil, vemos uma frente ampla neoliberal de Rodrigo Maia, centrão e governo contra os trabalhadores.
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Governo e centrão: a Frente Ampla contra os trabalhadores. | Foto: Jorge William

O FMI (Fundo Monetário Internacional), grande agiota legalizado dos países explorados, afirmou que o Brasil deverá ter uma queda no PIB (Produto Interno Bruto) de 5,8% este ano e que a recessão elevará a dívida pública em até 100% do PIB. Apesar de não ser algo exato, o Fundo recomendou que o país continuasse com a política do teto de gastos e também as reformas, ou seja, que a política neoliberal se intensifique dentro do país em benefício dos próprios capitalistas.

A movimentação a favor das políticas neoliberais fica ainda mais clara se analisarmos as atitudes do governo golpista, que está de completo acordo com o que foi recomendado pelo FMI. Sentado em cima de todos os pedidos de impeachment contra Bolsonaro, Rodrigo Maia  trabalha de comum acordo com a equipe econômica do governo, principalmente o ministro da Economia Paulo Guedes, em que o mesmo já admitiu no começo do ano que não vimos um crescimento significativo do PIB não porque o governo não coloca em prática políticas realmente efetivas para os trabalhadores, mas porque reformas importantes (do ponto de vista burguês) como da previdência e administrativa estavam demorando para saírem do papel.

A defesa do Teto de gastos e o apoio aos cortes que o governo pretende fazer em áreas extremamente importantes seriam uma forma de Maia e os políticos do famoso “centrão”, colocados pelos defensores da frente ampla como os inimigos conjuntos de Bolsonaro junto com os trabalhadores, de colocarem o presidente golpista na linha e assim continuar atendendo os interesses burgueses. Em dado momento essas reformas, cortes e tetos estipulados foram aprovados até mesmo um pouco a contra gosto do presidente, como foram as limitações do Auxílio emergencial (que deve acabar em janeiro de 2021), e isso acontece não porque Bolsonaro é bonzinho, ou está interessado em resolver problemas tão urgentes (afinal o valor do auxílio emergencial não resolve efetivamente quase nenhum problema), mas sim porque o presidente golpista viu ali uma grande oportunidade de fazer demagogia com a população mais pobre e assim conquistar mais eleitorado e popularidade. O ataque aos trabalhadores é claro pois em nenhum momento alguma proposta que atinja a classe burguesa é apresentada diante da crise, como por exemplo a taxação de grandes fortunas ou a cobrança de dívidas de grandes bancos e grandes empresas.

O que vemos dentro da crise econômica em meio à pandemia entre governo e o centrão é uma disputa que no final acaba beneficiando apenas uma parte da população que não é a classe trabalhadora. Enquanto Rodrigo Maia e a equipe econômica estão de comum acordo que cortes e teto de gastos precisam ser aprovados, Bolsonaro tenta fazer demagogia com um auxílio emergencial de valor mínimo que não resolve nenhum problema diante da crise, ainda mais com produtos básicos à preços tão inflacionados. As polêmicas envolvendo programas como Renda Brasil e até mesmo o Renda Cidadã, suposto substituto do Bolsa Família, revelam que há uma tentativa de frear as demagogias de Bolsonaro e assim colocá-lo na linha dentro dos interesses burgueses.

Não há, neste momento, nenhum interesse da burguesia em fazer nem ao menos o mínimo de distribuição de renda necessário, em plena crise a população trabalhadora deve ficar às mínguas enquanto a burguesia continua sendo beneficiada com as políticas neoliberais e entreguistas do governo. Esse comum acordo entre centrão, governo e FMI só revela que as políticas neoliberais não beneficiam somente a classe burguesa nacional, mas abrem margem para que as forças imperialistas tomem controle da situação e de tudo aquilo que é de interesse dos trabalhadores, o próprio FMI poderá se beneficiar disso, afinal é comum a sua prática de “salvar” países em crises que o próprio neoliberalismo os colocou e depois cobrar dívidas absurdas que irão diretamente para as mãos de grandes capitalistas do sistema financeiro e de outros segmentos, como foi o caso da Argentina e do Equador.

Para revertermos uma situação tão grave como essa, devemos primeiramente deixar de acreditar na falácia da Frente Ampla e nas instituições burguesas como por exemplo o judiciário e até mesmo a Câmara Federal, se Bolsonaro está onde está hoje e seu governo continua com políticas tão nocivas é porque essas instituições agiram e proporcionaram que isso acontecesse, seria inocência acreditar que agora seria diferente e estes resolveriam os problemas dos trabalhadores. O golpe que começou em 2016 ainda está em curso e somente a mobilização e uma frente única de esquerda com os trabalhadores é que poderá dar novos rumos à classe operária, sem demagogia e ilusões, somente o Fora Bolsonaro e todos os golpistas e Eleições Gerais com Lula candidato são capazes de reverter toda a perversidade das políticas neoliberais dentro do país.

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