Rio de Janeiro
Moradores das comunidades cariocas de Manguinhos e Rocinha estão há 1 mês sem abastecimento de água. A privatização da água, aprovada por Bolsonaro, vai piorar a situação.
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A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE). | Reprodução.

Na cidade do Rio de Janeiro, falta água há 1 mês nas comunidades da Rocinha, Zona Oeste, e Manguinhos, Zona Norte. Os moradores relatam que a situação é crítica, uma vez que o abastecimento de água é fundamental para higienização no sentido de evitar a contaminação pelo coronavírus.

Os moradores têm conseguido água pela ajuda de comerciantes locais e por pontos de abastecimento fornecidos pela Fiocruz. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) alega estar fazendo reparos, que nunca terminam.

A região metropolitana do Rio de Janeiro conta com 437 estações de tratamento de esgoto, das quais 134 estão atualmente desativadas, segundo informações do  Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea). O resultado dessa situação é que a Baía da Guanabara recebe o equivalente a 23 mil caminhões de esgoto por dia. A região metropolitana concentra 70% da população do Estado.

Dos 22 municípios que cercam a Baía de Guanabara e integram a região metropolitana, somente Niterói tem mais de 90% do esgoto tratado. O Mapa da Desigualdade, elaborado pela Casa Fluminense, aponta que nove cidades da região não tratam o esgoto produzido. O saneamento básico é uma demanda antiga dos moradores da região.

O descaso com o saneamento básico é expressão da política genocida dos golpistas, que deixam a população sem abastecimento de  água em um contexto de avanço da pandemia do Covid-19. Neste momento, é ainda mais indispensável o acesso à água para evitar o contágio. Trata-se de uma política genocida.

Neste mês de junho, foi aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro o Marco Legal do Saneamento Básico. Esta nova legislação obriga os municípios a privatizar as empresas de saneamento básico, entregando o abastecimento de água para o capital estrangeiro, que quer transformar a água em uma mercadoria lucrativa. Como demonstram os dados, a situação de saneamento que já é ruim no Rio de Janeiro, vai piorar ainda mais.

Os golpistas têm por objetivo submeter as riquezas naturais do país ao controle do capital financeiro internacional. O golpe de Estado de 2016, patrocinado pelos bancos e organizado pelo imperialismo americano, visava remover os obstáculos políticos para o domínio das instituições financeiras sobre o país. A privatização dos sistemas de água, previsto na nova legislação, é uma face desse processo. A população pobre vai ser obrigada a pagar mais caro pela água e, na falta dessa possibilidade, não ter acesso ao recurso indispensável para a vida. No contexto da pandemia do Covid-19, isso significa mais infecções e mortes.

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