Imperialismo
As eleições norte-americanas mostram a política de rapina contra os países atrasados
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Joe Biden | Foto: Reuters/Kevin Lamarque

No debate presidencial norte-americano entre Joe Biden e Donald Trump, tornou-se ainda mais evidente o prognóstico que este diário vem fazendo: a candidatura democrata representa de maneira mais acabada os interesses do imperialismo e, portanto, é ainda mais nociva que a do fascistoide republicano. Entre tantas falas que demonstram um alinhamento completo com a política oficial dos monopólios capitalistas, Biden deixou claro seu interesse em ingerir diretamente sobre a região amazônica brasileira.

Mostrando-se “preocupado” com a Amazônia — isto é, com as riquezas que são roubadas dia após dia de lá —, Biden declarou:

“[Como presidente] eu estaria me reunindo e garantindo que os países do mundo venham com US$ 20 bilhões e digam ‘aqui estão US$ 20 bilhões pare, pare de derrubar a floresta e se não fizer isso, você terá consequências econômicas significativas'”.

A declaração de Biden, embora curta, permite esclarecer várias coisas. Em primeiro lugar, que a suposta campanha ambientalista internacional em torno da Amazônia é uma farsa completa. Ou melhor, uma farsa que tem objetivos muito bem definidos: o de permitir que o imperialismo interfira diretamente neste rico e gigantesco pedaço do Brasil. Inúmeras figuras que são reconhecidamente vigaristas internacionais, inimigas do povo, se apresentam como “ambientalistas”, “ecologistas” etc. É o caso, por exemplo, de Al Gore, George Soros e da imprensa capitalista mundial. Obviamente, essa preocupação não é à toa: se não se importam em matar os trabalhadores em guerras, de fome ou de doenças como o coronavírus, não estariam verdadeiramente interessados em salvar o planeta.

A segunda questão importante é que Biden, como um típico representante desse setor imperialista que faz demagogia com o meio ambiente, tem uma política externa muito mais agressiva. Barack Obama, democrata que se baseava na demagogia com o povo negro, tinha uma política externa que levou milhares de pessoas à morte em todo o mundo. Muito mais agressiva que a do próprio Trump. A de Biden não será diferente, agora sobre a base da “defesa da Amazônia”.

No fim das contas, o que fica claro é que Biden age como qualquer presidente norte-americano: como se fosse o dono do mundo. Isto é, como se a Amazônia lhe pertencesse, como se o petróleo venezuelano lhe pertencesse, como se tudo lhe pertencesse. Sua fala é uma clara ameaça de intervenção direta no País, por meio da chantagem econômica. Ou o Brasil aceita a invasão norte-americana sobre o território amazônico, ou sofrerá sanções.

A ameaça deve servir de alerta, em primeiro lugar, para os trabalhadores brasileiros, que estão diante de uma ameaça explícita de um presidente estrangeiro tomar suas riquezas. Em segundo lugar, deve servir também para aqueles que depositam em Biden uma esperança na luta contra a extrema-direita: o melhor aliado de Biden no Brasil será o presidente que consiga entregar todas as riquezas do País. E isso só poderá acontecer pela força, como vem sendo feito pelo governo repressivo do fascista Bolsonaro.

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