Política dos golpistas: mais de 500 servidores públicos federais foram expulsos por irregularidades em 2017

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Só neste ano, o governo federal resolveu expulsar mais de 500 servidores públicos de seus cargos em função de supostas “irregularidades” constadas pelos órgãos de fiscalização e controle. Foram 467 demissões de servidores efetivos, 73 cassações de aposentadoria e 26 destituições de comissionados. É o maior número de punições desde o ano de 2003, quando iniciou a série histórica da estatística. Ao longo deste período, ocorreu um total de 7.281 expulsões.

Considerando os métodos antidemocráticos promovidos pela operação Lava Jato e que contagiaram toda a rotina administrativa dos órgãos públicos, pode-se ter ideia de como correram os processos contra os servidores desligados. Praticamente impedidos de fazer greve ou de se mobilizar por melhores condições nos serviços públicos, fica evidente que qualquer funcionário que se atrever a contrariar os interesses do poder econômico que domina as decisões políticas do governo federal encontra-se sujeito a responder sindicâncias ou processos disciplinares com base em acusações aleatórias e infundadas, sem que haja uma cultura organizacional de respeito ao direito de defesa.

A prática de perseguição aos trabalhadores da Administração Pública é mais uma demonstração de que os golpistas querem acabar com todo e qualquer direito do povo brasileiro, incluindo os serviços públicos de qualidade, na busca pela satisfação dos interesses das grandes corporações financeiras e multinacionais.