9 brancos, 4 negros, 2 mestiços.
Seleção busca evitar intensificar a polarização no país com o julgamento

Por: Redação do Diário Causa Operária

Após dez meses do assassinato, finalmente foi anunciada a decisão de quem  irá participar do  julgamento do policial branco acusado do assassinato do norte-americano negro George Floyd , o júri que foi formado nesta terça-feira, em um tribunal de Minneapolis, abre caminho para que o processo comece na próxima segunda-feira.

Com composição de nove brancos, quatro negros e dois mestiços, terá um júri de maioria branca que deverá decidir sobre a responsabilidade do agora ex-policial de Minneapolis Derek Chauvin, de 44 anos, que pode pegar até 40 anos de prisão se for declarado culpado por sua acusação mais grave, homicídio em segundo grau.

A morte de George Floyd, assassinado brutalmente por um policial branco por asfixia, repercutiu mundialmente servindo como estopim para desencadear uma sequência de atos públicos e manifestações onde a delegacias e prédios públicos foram incendiados pela ira da população negra e oprimida pela polícia.

Nesse sentido, não se deve ter nenhuma ilusões na demagogia burguesa em torno do povo negro como vimos por exemplo nas eleições presidenciais de Joe Biden. O júri é selecionado pelas própria instituições embora conte com quatro negros,  é óbvio que o maior interesse não é a defesa da população negra, e o julgamento visa sobretudo combater a polarização no país.

Segundo o juiz Peter Cahill, um jurista branco, e responsável pelo caso, a seleção foi feita durante 11 “árduos” dias de entrevista com mais de 100 candidatos. Segundo Cahill, os advogados e os promotores envolvidos no caso, o quadro de selecionados corresponderia à diversidade da maior cidade do estado de Minnesota. Isso quer dizer que o julgamento de assassinato covarde de Floyd pela máquina de perseguir pobres e negros nos EUA, a polícia, não se dará pelos  trabalhadores negros e seus interesses.

Os negros norte-americanos não devem ter nenhuma crença no regime degradante de exploração capitalista. É preciso pôr abaixo o governo, com novas mobilizações da população negra, como da Coalizão ”Not Fucking Around” que sai as ruas com armas na mão para defender seu povo dos fascistas.

Somente a organização do povo explorado pode ser a ferramenta para acabar com o genocídio do povo negro. Sem ilusões com julgamentos de cartas marcadas!

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