Repressão aos universitários.
Durante uma festa de calouros na Universidade Estadual de Londrina, a PM do governador bolsonarista Ratinho Jr. reprimiu os estudantes.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Na noite da última segunda-feira (2), a PM reprimiu uma festa que acontecia na rua Delaine Negro em Londrina, um ponto conhecido como Beco dos Universitários, que fica localizado atrás da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na zona oeste da cidade. A festa que começou no inicio da tarde e terminou com a truculência da policia e da guarda municipal, reuni milhares de estudantes todos os anos.

A convocação para o evento foi feita pelas redes sociais, no Facebook com o título de “Becou” marcado para o dia 2 de março, que seria a comemoração dos alunos ao retorno às aulas na UEL e as boas vindas aos calouros, 1.500 pessoas confirmaram presença ou manifestaram interesse. No entanto durante a noite, nove viaturas e os policiais fortemente armados partiram para cima dos “perigosos” estudantes afim de dispersar a manifestação e acabar com a festa.

A calourada pública é realizada todos anos a uma quadra da universidade, além da festa tradicional que vem sendo reprimida cada vez mais violentamente com o desenvolvimento do golpe de estado de 2016 no país, até menores festa e reuniões no Beco Universitário tem presença e intimidação policial. Segundo informações o local já teve diversas ameaças de ser fechado. A calourada deste ano tinha um carácter de protesto contra a tentativa de acabar com a festa estudantil.

No chamado da festa na internet dizia, “O beco não está morto” orientava a localização, o que deveria ser levado e pedia para que participantes ficassem alerta para correr caso a policia aparecesse, pois os organizadores temiam perseguição ao evento. Mostrando que apesar da repressão anual dos militares os estudantes não tem medo e nem deveriam deixar a manifestação ‘morrer’.

Em relato a aluna de Direito da UEL, Eloisa Caroline Amaral, disse que a policia começou a fazer blitz no Beco por volta das 16h, “não tinha quase ninguém, o bar não estava vendendo bebida alcoólica, por que barraram” nas proximidades do local onde vendia bebida alcoólica os militares estavam na porta dos estabelecimentos revistando e pedindo documentos, para saber se os clientes eram maiores de idade. Eloisa afirma que a PM ficou lá o tempo todo fotografando as pessoas e que próximo das 21h “eles começaram a expulsar todo mundo”.

Não é segredo para ninguém que nos últimos anos qualquer aglomeração de pessoas causa medo e panico na direita golpista que se instalou no poder, ainda mais quando se trata da juventude nesse caso estudantes. Durante o final de 2019 quando os alunos passam a entrar de férias e os bares ficam mais lotados e permite a troca de ideias e melhor organização entre os alunos, houve operações militares intensas no local, onde dois bares foram fechados.

Segundo reportagem de jornais burgueses da cidade a policia pretende montar vigilância permanente na rua, organizando blitz, e bloqueios para impedir a aglomeração dos jovens. Para essa imprensa e os políticos direitistas à quem eles servem, o lugar que reuni os estudantes deve acabar, pois impede o direito de ir e vir do “cidadão de bem” e atrapalha a vizinhança, que se incomoda com barulho alto.

É claro que o objetivo é outro. No caso, censurar e impedir o direito de mobilização e organização do povo que pode se tornar facilmente um movimento político contra a direita fascista, já que o movimento estudantil de forma geral é contra o governo Bolsonaro. É preciso por um fim nessa ditadura que tomou conta do país onde até festa universitária está sendo atacada e reprimida pelo braço militar armado do estado.

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