Movimento Negro
Nestedia 3 de dezembro, o líder do NFAC John Johnson, conhecido como “Grande Mestre Jay”, foi preso acusado de “agredir, resistir ou impedir certos oficiais ou funcionários”
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John Jay Fitzgerald Johnson detido em 03/12/2020 | Foto: Centro de Detenção do Condado de Oldham
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John Jay Fitzgerald Johnson detido em 03/12/2020 | Foto: Centro de Detenção do Condado de Oldham

Nesta quinta-feira passada, dia 3 de dezembro, o líder do Not Fucking Around Coalition (NFAC) John Jay Fitzgerald Johnson, conhecido como “Grande Mestre Jay”, foi preso acusado de “agredir, resistir ou impedir certos oficiais ou funcionários”. A acusação partiu da esfera federal, numa clara perseguição à NFCA, uma milícia armada de autodefesa que componha a parcela mais ativa dos manifestantes em Kentucky.

Todo o processo demonstra uma clara manobra persecutória da polícia fascista, que reprime os negros em todas as oportunidades, especialmente o movimento negro organizado. O inquérito fraudulento tem como base o “reconhecimento” de policiais que declararam no momento estar cegos pela luz que incidia neles e por imagens que não demonstram nada.

A declaração de causa provável do processo persecutório afirma que cinco policiais foram enviados para averiguar um grupo de “seis a oito indivíduos fortemente armados” que estavam estacionados em Armory Place. Ao chegarem no local os policiais se inclinaram sobre o telhado, neste momento uma lanterna teria sido direcionada a eles, três deles admitiram estarem cegos pela luz e não poderem identificar ninguém.

No entanto, dois policiais espantosamente não teriam sido afetados pelas lanterna e teriam identificado Grande Mestre Jay e até mesmo a arma que o mesmo portava.  A  declaração de causa provável ainda afirma que “Todos os policiais foram informados de que estavam preocupados com a possibilidade de Johnson, intencionalmente, ou mesmo acidentalmente, disparar uma rodada contra eles” e que “Todos os oficiais reconheceram que a distância entre eles e Johnson estava bem dentro do alcance efetivo do rifle de plataforma AR.”

A  escalada na brutalidade da polícia norte-americana é sensível e tem chamado a atenção do mundo, com uma série de execuções de negros por todo o país, o que tem gerado respostas com grandes manifestações populares contra a opressão policial.  Uma similaridade facilmente reconhecida do Brasil com os Estados Unidos é o caráter extremamente fascista de seus órgãos policiais, tanto lá quanto aqui as polícias são ávidos assassinas, principalmente do povo pobre e negro.

A NFCA é uma milícia negra nos Estados Unidos, nas palavras do Grande Mestre Jay  “Somos uma militância negra. Não somos manifestantes. Não viemos cantar. Não é isso que fazemos”, ela seria composta essencialmente por “ex-atiradores militares”. O grupo nega qualquer conexão com os Panteras Negras e rejeita a política do Black Lives Matter, o Grande Mestre Jay chegou a ser candidato independente à presidência dos EUA em 2016.

O primeiro aparecimento público da NFCA  em 12 de maio de 2020 perto de Brunswick, Geórgia, contra o assassinato de Ahmaud Arbery, poucas semanas apó o ocorrido. Desde então houve uma série de aparições com destaque para 100 a 200 membros em 4 de julho de 2020, em  Atlanta, Geórgia, contra um monumento confederado, 300 membros em 25 de julho de 2020, em Louisville, Kentucky, contra a execução de Breonna Taylor. 

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