Polícia quer mandar no acampamento em Curitiba: torcedor do Corinthians é obrigado a tirar camisa do time para poder entrar

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A direita golpista, por meio de seus instrumentos, como a imprensa, o judiciário e a polícia age de forma totalmente arbitrária contra todos aqueles que nesse momento se mobilizam em defesa da liberdade do ex-presidente Lula. Essa situação é apenas um reflexo do que ocorre a nível nacional, onde o assassinato de lideranças populares cresce a cada mês, assim como as mortes nas periferias, as prisões sem provas, etc, evidenciando que, após o golpe, o regime político brasileiro caminha cada vez mais para uma ditadura.

Os exemplos são vários, a começar pela própria condição do ex-presidente Lula, o qual está preso em uma verdadeira masmorra em Curitiba e é impedido, de maneira completamente ilegal e arbitrária, de receber visitas de amigos, familiares e outros companheiros, uma verdadeira tortura. Os militantes e ativistas que nesse momento estão em Curitiba fazendo a vigília em defesa de Lula já foram alvos de provocações de bandos fascistas. De maneira covarde, na última semana um grupo de militantes do Movimento Sem Terra, MST, foi agredido por um bando fascista da torcida organizada do Coritiba Futebol Clube.

No final dessa semana, mais um caso de arbitrariedade se somou aos outros. Um grupo de torcedores do Corinthians foi obrigado, pela polícia militar do Paraná, de retirar a camisa do clube no momento em que seguiam para o acampamento, para fazer uma visita à mobilização. Um dos torcedores, Emerson, membro da Gaviões da Fiel, denunciou o abuso em uma entrevista ao Portal da CUT: “Como assim? Voltou a ditadura? Voltamos 64? Não podemos usar a camisa de um time para visitar um movimento legítimo que está defendendo uma pessoa que não cometeu crime algum e se cometeu: cadê a prova? “, questionou o torcedor.

A ação arbitrária da PM começou até mesmo antes desse fato. A polícia proibiu que um grupo maior de torcedores da Gaviões, que estavam no Paraná para acompanhar o jogo entre o Corinthians e o Paraná Clube no último domingo, se deslocassem de ônibus até o acampamento, somente uma pequena delegação foi autorizada a seguir para a mobilização.

Ambos os casos demonstram que aos poucos as instituições golpistas, como o judiciário, que ameaçou com uma multa as organizações que integram o acampamento em defesa de Lula, e a própria polícia, estão tomando conta, controlando, dirigindo e impondo as normas sobre a mobilização, o que pode e o que não pode.

É preciso rejeitar completamente esse controle dos golpistas, da direita, sobre a mobilização popular. Trata-se de uma ação ditatorial, uma forma de conter o movimento com ameaças, provocações, chantagens e arbitrariedades. Não se pode abaixar a cabeça para a direita, é preciso impor medo nos golpistas, impulsionar a mobilização em Curitiba, no acampamento e em todo o país, essa é a única forma de se derrotar o golpe.

Nesse sentido, o 1º de maio torna-se uma data de fundamental importância, decisiva. É necessário organizar caravanas de todos os cantos do Brasil, fazer uma ampla campanha de agitação nas fábricas, bairros e escolas, transformar a capital paranaense em uma verdadeira panela de pressão. É preciso organizar um ato monstro em Curitiba no 1 de maio e exigir, por meio da pressão do povo, a liberdade do ex-presidente Lula.