Polícia Federal vai controlar e vigiar todos os passos dos candidatos à Presidência

espionagem

Da redação – O Ministro da Segurança Pública do governo golpista, Raul Jungmann, revelou ontem que a Polícia Federal e outros órgãos de repressão do Estado irão intensificar a vigilância e o controle sobre as atividades dos candidatos à Presidência da República. Pela primeira vez na história do Brasil teremos uma eleição em que os candidatos serão seguidos por GPS, o que é um total absurdo.

Segundo afirmou Jungmann, que desde o Golpe de Estado de 2016 come na mão dos militares e da alta cúpula das Forças Armadas, o Ministério de Segurança Pública está organizando um “centro de controle e coordenação de inteligência” que realizará a ação de vigilância dos candidatos. De acordo com o próprio ministro golpista esta operação de espionagem “começa a funcionar sete dias antes do primeiro turno e vai até uns dias depois do segundo turno, em tempo real e identificando o que entrou, processos, tudo o que remeter à segurança dos candidatos majoritários ou não. Esse centro vai coordenar todas as informações”. Segundo o que foi divulgado os aparelhos de GPS ficarão sob controle de policiais federais que realizam a escolta dos candidatos durante a campanha eleitoral.

A operação de espionagem montada pelo Ministério da Segurança Pública é mais um elemento que sustenta  a fraude que são as eleições sob o regime de exceção criado após o Golpe de Estado que destituiu ilegalmente a Presidenta Dilma Rousseff. Raul Jungmann, serviçal dos militares e do imperialismo norte americano no governo, alegou que o objetivo dessa operação de espionagem seria o de verificar se os candidatos não possuem possíveis relações com o crime organizado, o que não passa de uma desculpa esfarrapada para autorizar uma medida extremamente antidemocrática durante o período da farsa eleitoral.

É preciso que mais este atentado contra a já estraçalhada democracia brasileira seja denunciado e combatido: não devemos permitir que o governo, e nesse caso os capachos dos militares, espionem nenhum cidadão brasileiro, seja ele candidato ou não. Esta medida, totalmente arbitrária, demonstra que a direita golpista já está se armando para atacar uma série de mandatos após a eleição com desculpas esfarrapadas, o que deixa ainda mais claro a farsa que são as eleições no regime burguês que se agrava no atual cenário de Golpe de Estado.