Repressão Política
A condenação do “japonês da Federal” demonstra que a Polícia Federal está envolvida em uma série de crimes e foi peça-chave do golpe de Estado
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Newton Ishii, o "japonês da Federal", ele mesmo no banco dos réus | Foto: Reprodução

O ex-agente da Polícia Federal, Newton Ishii, foi condenado por facilitação de contrabando na fronteira entre o Brasil e o Paraguai em Foz do Iguaçu. A sentença do juiz Sérgio Luis Ruivo Marques, da 1ª Vara de Justiça Federal de Foz do Iguaçu, determina a perda do cargo e pagamento de multa de R$ 200 mil.

O caso do ex-agente, que se notabilizou por posar ao lado de presos políticos da operação Lava-Jato, é ilustrativo do que é, na realidade, a Polícia Federal. A imprensa capitalista e os partidos e políticos burgueses buscam passar uma imagem da PF como ética, de atuação profissional  e com agentes que estão acima de quaisquer suspeitas.

Na verdade, a Polícia Federal é uma instituição envolvida em uma série de crimes e um elemento fundamental na repressão política no país. A direita busca manter o controle do poderoso aparato da PF, no sentido de utilizá-los em prol dos seus interesses políticos. É necessário relembrar o papel que esta instituição cumpria no período da ditadura militar, de integração aos DOI-CODI. 

No processo de golpe de Estado, os golpistas se utilizaram da PF para perseguir a esquerda, atacar seus adversários políticos – prisão de políticos do PMDB, dirigentes do PT etc. – e permitir a chegada da extrema-direita ao controle do Estado. Durante as eleições de 2018, a PF invadiu sistematicamente os comitês de campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) para apreender os materiais de campanha que estampavam a foto do ex-presidente Lula. Ou seja, a PF interferiu nas eleições para beneficiar Jair Bolsonaro e o bloco político golpista.

As constatações dos crimes da Polícia Federal são suficientes para invalidar todas as investigações contra políticos, uma vez que esta instituição é controlada pela direita golpista e atende a seus interesses políticos.Todos os processos devem ser anulados, em especial os processos fraudulentos contra o ex-presidente Lula. As investigações da PF contra Lula foram direcionadas para produzir as provas, isto é, forjar elementos que pudessem embasar uma condenação fraudulenta e, com isso, retirar seus direitos políticos.

No conflito entre Jair Bolsonaro e o STF, ficou claro que se tratou de uma disputa em torno do controle da Polícia Federal, no sentido de utilizá-la para a repressão política. Nos últimos meses, a PF se dedicou a cumprir mandados de prisão contra bolsonaristas no inquérito das “Fake News”, que significa um avanço sobre os direitos de liberdade de expressão e manifestação na internet.

Os processos contra Lula devem ser imediatamente anulados. Todas as revelações demonstram que a PF participou de uma conspiração para intervir nas eleições e permitir que Bolsonaro fosse eleito para a Presidência da República.

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