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A Polícia Federal (PF) vem realizando diversas ameaças aos indígenas Guarani-Kaiowá no Estado do Mato Grosso do Sul. Nesta semana, delegados da PF entraram em contato com lideranças da Terra Indígena (TI) Dourados-Amambaipeguá I, localizada no município de Caarapó, e ameaçaram as famílias com reintegração de posse.

Os delegados da PF deram alguns dias para que todos os indígenas saíssem de suas terras para que estas sejam entregues aos latifundiários e grileiros de terras da região, mesmo com a decisão que jogará centenas de famílias indígenas nas beiras das estradas, agravando a situação de miséria, e pior, deixando-as ainda mais vulneráveis a violência dos latifundiários e pistoleiros da região.

A ameaça da PF, vem com a proteção do judiciário golpista. O judiciário é um dos principais responsáveis pelo massacre e aumento da violência na região. As decisões sempre em favor dos latifundiários, morosidade nos pedidos da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) para reduzir a tensão e diversas decisões de expulsão dos indígenas de áreas retomadas estão deixando os indígenas em uma situação de miséria absoluta e mortes através de assassinatos e fome.

Segundo informações do Conselho Indígenista Missionário (CIMI) são 18 processos contra os indígenas emitidos pela justiça federal de Dourados de reintegração de posse e interditos proibitórios, que garantem o despejo imediato caso os indígenas reocupem suas terras.

Os casos de violência são cotidianos e o pior deles ficou conhecido como o Massacre de Caarapó, onde centenas de latifundiários e pistoleiros armados invadiram a Terra Indígenas com suas picapes e tratores atirando e espancando as famílias do local, resultando na morte do Kaiowá e agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos e outros seis indígenas foram feridos por armas de fogo e encaminhados ao hospital. Outras seis pessoas, entre elas, uma criança de 12 anos foram internadas, com tiros no coração, cabeça, tórax e abdomen.

Essa situação alerta para outro possível massacre realizado pelos latifundiários, com a cobertura da PF e do judiciário. É preciso denunciar as condições que estão sendo deixados os indígenas e garantir o direito de autodefesa dos povos indígenas diante das ameaças das milícias fascistas formados por latifundiários.

A situação fica mais grave após a caravana de Lula pela região Sul, que também sofreu com as milícias fascistas formadas pelos latifundiários que atacaram armados a caravana do ex-presidente Lula.

Os indígenas devem se proteger diante dessa ofensiva, pois se atacaram uma liderança da população conhecida em todo o país, a ofensiva contra os povos oprimidos será muito maior.

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