Burguesia ataca
Ação do governo peruano deixa claro sua motivação de reprimir toda forma de revolta popular e manter a burguesia no poder
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Camarada Norma, militante da organização revolucionária Sendero Luminoso, apreendida pela polícia | Foto: Reprodução

Na última quarta-feira (01), membros da polícia e do exército do Peru capturaram Camarada Norma, importante integrante do grupo revolucionário Sendero Luminoso (PCdP-  SL). Segundo relatório, a prisão se deu em um enfrentamento entre uma patrulha e um grupo de guerrilheiros, os quais estão todos foragidos, com exceção da mulher.

Quem é Sendero Luminoso

Sendero Luminoso é um grupo revolucionário maoísta fundando na década de 1960 por Abimael Guzmán juntamente aos corpos discentes e docentes de universidades do Peru. Sua atuação dentro do país teve seu auge entre as décadas de 80 e 90, por meio da luta armada, principalmente no campo. Sua política era baseada no “foquismo”, que consiste na criação de focos de milícia no campo para cercar a cidade e, finalmente, fazer a revolução.

Em 1992, seu líder e fundador, Guzmán, foi capturado pela ditadura de Fujimori e sentenciado à prisão perpétua. Desde então, a atuação do grupo esfriou consideravelmente, consistindo, em sua maioria, em atuações esporádicas, concentradas na região Sul do país.

A história do Sendero Luminoso é a prova irrefutável de que a organização representa um setor verdadeiramente revolucionário da esquerda do país. Por mais que tivesse uma política confusa e incerta, principalmente no que diz respeito à sua atuação no campo, é inegável que consiste em um grupo combativo. Isso se prova ainda mais pelo medo que o governo peruano – e o imperialismo, como um todo – tem do partido.

No dia 23 de junho, o Tribunal Penal Permanente de Lima rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado por Abimael Guzmán. O documento utilizava como pretexto o risco de contaminação pelo novo coronavírus, ainda mais quando levado em consideração a idade avançada do ex-guerrilheiro, que já possui 85 anos. Nesse sentido, por mais que o Peru seja considerado uma democracia, não garante os direitos políticos daqueles que se contrapõem ao regime visivelmente ditatorial.

Em geral, esse e a tendência dos governos burgueses como um todo. Exercem sua preciosa democracia somente quando não prejudica – ou até mesmo beneficia – seus aliados. Enquanto isso, a classe trabalhadora permanece esmagada, subjugada aos interesses da classe dominante, a qual controla todo o aparato estatal parlamentar.

Mas uma coisa precisamos reconhecer: a burguesia não é estúpida. Muito pelo contrário, é extremamente mobilizada, uma vez que seu objetivo, em geral, é a manutenção da retroalimentação do capital e do status quo do setor como um todo. Por isso que grupos como o Sendero Luminoso são recebidos por tamanha animosidade por parte dos órgãos “democráticos” do país. Afinal, decerto que o contrário resultaria na tomada de poder por parte da classe operária. E é óbvio que isso é a última coisa que o estado burguês quer, já que significaria a destruição de todo o seu aparato de repressão.

A atuação do Sendero Luminoso dentro do Peru deve ser reconhecida e defendida, ainda mais por aqueles que alegadamente defendem os interesses do povo. Finalmente, é um grupo popular que possui como principal objetivo a tomada do poder por parte dos trabalhadores. Nesse sentido, as ações do governo peruano devem ser denunciadas e inteiramente rechaçadas. São exemplos claros da repressão do estado frente à revolta popular.

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