Polícia fascista demonstra: negros não têm sequer direito de circular livremente

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O jovem advogado negro e militante de esquerda do Partido dos Trabalhadores, em Curitiba, no Paraná, Renato Almeida Freitas Jr, foi preso, pela terceira vez. Todas de maneira absolutamente ilegal e violenta. A última, na quarta-feira passada (05).

Desta vez Almeida foi detido pela Polícia Militar, na “Praça do Gaúcho” no centro de Curitiba, local onde tradicionalmente jovens e integrantes do movimento Hip-Hop se encontram, enquanto aguardava, junto a outras quatro pessoas, uma reunião que aconteceria no local. Renato Almeida foi preso por defender seu direito democrático ir e vir contra contra tirania da PM, uma instituição assassina da população negra e pobre, fato que escancara, mais uma vez, a perseguição e a ditadura do Estado contra o povo negro.

Ao abordarem os  jovens, os policiais exigiram a saída imediata do local público sem justificativa, como verdadeiros tiranos, o que foi corretamente recusado pelo advogado, que justificou a recusa alegando que a ordem dos policiais feria seu legítimo direito de ir e vir.  Os policiais militares, pouco afeitos ao respeitos ao direitos democráticos, prenderam-no sem nenhum alegação, foi algemado, colocado violentamente na viatura e levado ao módulo administrativo no Centro da cidade. Reinaldo Almeida foi ainda espancado pelos PMs com socos, após 40 minutos na presença imunda dos policiais, assassinos e torturadores do povo, foi liberado.

O advogado já havia sido detido em condições similares – pela Guarda Municipal (GM), que tem se transformado em uma espécie de Polícia Militar nas cidades – em duas oportunidades. Em 2016, quando fazia panfletagem pelo sua própria candidatura a vereador e em 2018 durante a eleição, quanto também fazia panfletagem pela sua candidatura a legislatura estadual, nessa ocasião foi, inclusive, vítima de dois tiros, sem motivo algum e queima roupa, da Guarda. Fica absolutamente evidente a perseguição.  

O aparato repressivo do Estado, em particular a Polícia Militar, é o instrumento pelo qual o Estado se vale para impedir que a maioria da população tenha seus direitos democráticos, já presentes na ordem jurídica e bastante limitados, garantidos e efetivados, ao contrários do que se poderia supor. No caso da população negra, maioria da população brasileira, a Polícia Militar e o aparato repressivo em geral, não só são um gigantesco empecilho ao exercício dos direitos democrático e da cidadania desta população como exercem uma perseguição direita e de extrema violência. Instituíram um regime tirânico, de terror contra o povo negro.

Até mesmo direitos absolutamente básicos como de ir e vir são negados na prática pela tirania e a perseguição das polícias. O negro é uma população oprimida e explorada dentre e pelo Estado nacional e os órgãos de repressão, em especial a Polícia Militar, são os garantidores deste estado de coisas. Enquanto existir PM o negro não será livre cidadão. É preciso acabar  com essa instituição de perseguidores, assassinos e torturadores do povo negro.