Polícia do RS faz operação “contra” a violência doméstica: o Estado burguês é opressor, não libertador das mulheres
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Polícia do RS faz operação “contra” a violência doméstica: o Estado burguês é opressor, não libertador das mulheres
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Na última quinta-feira (28), foi encontrado o corpo da técnica em enfermagem Edea Daniela Paris, de 42 anos em uma estrada vicinal no interior do município de Erechim-RS. O suspeito do crime seria o seu companheiro. A polícia colheu o depoimento dele, vasculhou seu carro e encontrou uma espingarda de calibre 20 com munição, sendo preso em flagrante por porte ilegal de arma. A delegada regional Diana Zanatta informou à imprensa local de que havia sinais de estrangulamento e que a morte de Edea poderia ser causada por enforcamento pelo uso de fio ou corda.

Já preso em flagrante por porte ilegal de arma no Presídio de Erechim, a delegada Raquel Kolberg da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher do município pediu ao juiz a sua prisão temporária por suspeita de feminicídio.

Esse caso antecede a operação da Polícia Civil no Estado do Rio Grande do Sul para combater os crimes de violência contra mulher. Teve início nesta sexta-feira (29), e será realizada em 25 municípios do Estado e são no total 121 mandados judiciais relacionados aos crimes de feminícidio, descumprimento de medidas protetivas e cárcere privado.

A atuação repressiva do Estado não está relacionado ao combate dos crimes contra a mulher. O grande vilão é o Estado capitalista que desvaloriza a mulher no seu trabalho, no valor do seu salário; obriga a mulher a ficar em casa e cuidar dos filhos porque o Estado deixa de construir creches; deixa de fornecer saúde adequada por não oferecer saúde especializada à mulher  nos postos de saúde; estabelece um sistema parlamentar em que as mulheres são minoria, portanto, dificulta a criação de leis que defendam seus direitos; a direita golpista quando se apropria do governo retira as mulheres da gestão pública. Em outras palavras, enquanto que as cadeias lotam cada vez mais por conta dessas leis repressivas que dizem combater o crime contra a mulher, ela cada vez mais, de maneira sistemática, é desvalorizada e reprimida pelo Estado capitalista.