Polícia brasileira é a que mais mata no mundo: os órgãos de repressão devem ser dissolvidos!

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Relatório publicado no último dia 7 de fevereiro, da Anistia Internacional, apontou a Polícia Militar brasileira como sendo a que mais mata no mundo. No último ano, em 2018, 15,6% dos assassinatos no país foram provocados pelos policiais militares.

Outro dado importante do relatório é característica social, econômica e racial das pessoas mortas pela polícia. Nesse sentido, o estudo apenas confirma a regra geral da política de genocídio da policia, a esmagadora maioria das pessoas mortas pela PM são homens jovens, pobres e negras.

No Rio de Janeiro, por exemplo, das 99,5% pessoas assassinadas pela polícia, 80% são negros, sendo que 75% estavam entre os 15 e 29 anos de idade. Na maioria dos casos, os policiais militares nunca foram punidos. 183 investigações que tiveram acompanhamento pela Anistia Internacional nem mesmo se quer chegaram a ser concluídas.

O relatório os dados expõem portanto, em primeiro lugar, o verdadeiro genocídio social praticado pela Polícia Militar brasileira contra a juventude, pobre e negra no Brasil. Trata-se de uma organização criminoso, cujo o objetivo é assassinar o povo nas periferias.

Em segundo lugar, após a eleição fraudulenta de Bolsonaro e sua corja fascista, a polícia militar ganhou, literalmente, a carta branca para intensificar ainda mais essa política de extermínio. Na última semana, por exemplo, o juiz fascista Sérgio Moro, por meio de seu chamado pacote “Anti-crime”, liberou de qualquer mínima punição os polícias militares assassinos.

Ou seja, o que antes já não era punido na esmagadora maioria dos casos, agora tornou-se livre de qualquer punição. Os policiais militares ganharam o passe livre do estado para matar de maneira indiscriminada. É preciso deixar claro que nem mesmo a ditadura militar concedeu tamanha liberdade aos policiais.

Se não houver um combate efetivo contra o governo Bolsonaro e sua política criminosa contra o povo, a polícia militar se destacará, durante os próximos anos, na liderança isolada no ranking das policias mais assassinas no mundo.

A saída, portanto, é organizar a mobilização por meio dos comitês de luta contra o golpe, bem como organizando os comitês de autodefesa. É necessário levantar as palavras de ordem de “Fora Bolsonaro e todos os golpistas” e de “Dissolução da PM”.