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Bloco Vermelho encheu as ruas da capital do País

É hora de autodefesa

Polícia assassina mais um camponês em Rondônia

Trabalhadores estão sendo mortos em todo o país por um exército de pistoleiros, milicianos e policiais em esquadrões da morte com participação de autoridades do Estado

Jerlei foi morto por seguranças do latifúndio em Rondônia. É hora de construir a autoproteção. – Foto: LCP/Rondônia

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Redação do DCO

Ivônio Barros

No sábado (17/4), os movimentos de trabalhadores do campo lembraram os 25 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, onde 21 trabalhadores sem terra foram covardemente assassinados em 1996 por policiais militares quando 1,5 mil trabalhadores começaram uma marcha pela rodovia BR-155 com destino a Belém para protestar contra a situação de uma área grilada ocupada pelas famílias. Jagunços e policiais mataram desde então pelo menos 1.501 camponeses em todo o país, ameaçando a vida de muitos milhares mais. (DCM, 17/4/21)

Dois dias antes (15/4), Jerlei, camponês do acampamento Tiago dos Santos, em Rondônia, foi assassinado por jagunços e pistoleiros a mando do latifúndio chamado de Fazenda Santa Carmen e Boi Sossego, na linha 29 em frente a Fazenda de Zezin Marafaia, como relata a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia (Resistência Camponesa, 17/4/21).

O acampamento Tiago dos Santos é marcado pela da polícia e do latifúndio. Em outubro de 2020, o latifundiário grileiro Antônio Martins dos Santos (conhecido como “Galo Velho”) em conluio com os órgãos públicos atacou a área onde viviam mais de 2,4 mil camponeses. Na ocasião, torturaram camponeses pela estrada, cercaram o acampamento disparando tiros sobre quem estivesse no caminho, impediram a entrada de alimentos e até mesmo leite para crianças residentes do local, sobrevoaram de helicópteros sobre a região jogando cápsulas de calibre 380 para tentar incriminar os camponeses, preparando o cenário para um massacre camponeses. Por fim efetuaram um violento despejo e prenderam camponeses e apoiadores.

Os ataques aos trabalhadores sem terra e ao movimento camponês em geral tem se acirrado em todo o país, quer diretamente por ações das polícias militares, mesmo sem mandados judiciais, ou por grupos de pistoleiros travestidos de empresas de segurança, a mando de grandes proprietários de terras.

No Pará, onde ocorreu o Massacre de Carajás, em 2017 também ocorreu a Chacina de Pau D’Arco, quando 16 policiais civis e militares assassinaram 10 trabalhadores sem terra que ocupavam a fazenda Santa Lúcia.

As violências cometidas vão desde ameaças constantes, bloqueio de estradas vicinais para averiguação e conferência de documentos, restrições constantes ao direito de ir e vir, apoio declarado aos pistoleiros e jagunços, incompetência deliberada na elaboração de inquéritos policiais com o sumiço de provas contra latifundiários e seus pistoleiros, manifestações variadas e explícitas de poder de autoridades civis com a presença de jagunços e latifundiários.

Não são poucas as vezes em que juízes, membros do Ministério Público, policiais, prefeitos, governadores e parlamentares são parentes diretos de latifundiários ou são os próprios latifundiários.

Não há como viver em segurança sob a égide de um Estado que está se estruturando cada dia mais a partir da junção de forças entre milícias, organizações paramilitares que assumem a forma de esquadrões da morte (igual ao que foi produzido na ditadura militar por policiais civis) ou de grupos criminosos com ramificações em várias esferas do poder constituído. São centenas de milhares de seguranças privados que se unem aos milhares de policiais militares e policiais civis que constituem hoje a base inegável de um exército efetivo inclinado a servir de braço armado do fascismo. Esse Estado policial e violento contra os trabalhadores não pode ser visto como instrumento de segurança pública, mas sim de um aparato militar, jurídico e institucional de massacre dos trabalhadores.

O assassinato Jerlei em Rondônia deve ser amplamente denunciando porque ocorre num momento de ofensiva da direita contra os camponeses em Rondônia, com diversos despejos e o cerco da polícia e do latifúndio ao Acampamento Manoel Ribeiro, organizados pelo carniceiro do Massacre de Corumbiara e atual Secretário de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania, coronel José Hélio Cysneiros Pachá.

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