Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

Apesar das tropas ainda estarem oficialmente agindo dentro do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em vigor desde julho passado, a intervenção federal decretada pelo presidente  golpista Michel Temer (PMDB) já é uma realidade para os moradores das comunidades carentes da cidade do Rio Janeiro. 3.200 homens e mulheres das Forças Armadas e da Polícia Civil estão reprimindo várias comunidades.

É aquilo que alguns chamam de “enfraquecimento do controle civil sobre as forças armadas” ou que entidades batizaram como a outorga, aos militares, de “licença para matar”. Naturalmente, o alvo central serão os pobres e negros das grandes comunidades de periferia e morros.

Como o Temer já falou que o general interventor  pode fazer “o que for preciso” no comando, não é preciso ter muita imaginação para saber o que pode acontecer e também, no lombo de quem [os mais pobres] o chicote vai estralar. Lembrando que nas comunidades pobres já reina a impunidade da polícia.

A crise de segurança, que resultou na morte de 6.731 pessoas no ano passado do Rio — uma taxa de 40 mortes por 100.000 habitantes — segue em pleno vapor.

Moradores relatam o cotidiano da intervenção que é maior que antes dos militares ocuparem as comunidades. “Eu tenho mais medo dos PMs do que dos traficantes. Eles julgam pela aparência, já os traficantes sabem quem é morador e quem não é. Outro dia eu tava passando pela noite e os policiais me perguntaram ‘tá indo pra onde?’. Eu disse que tava indo para casa, mas pegaram minha mochila e jogaram os bagulho no chão”, conta Wellington.

Vinícius, de 22 anos, está acostumado a passar pelo mesmo tipo de tratamento. “A PM já chega metendo o pé na porta mesmo, abuso de poder totalmente. Entrar na minha casa é normal, to acostumado já com isso. Hoje mesmo, antes da operação, chegaram dando tapa na cabeça, colocando saco plástico”, conta o rapaz, que trabalha vendendo esfirra em Santa Cruz.

Intervenção militar serve como um laboratório, para um golpe militar no país, o governo golpista testando a população, como diz o ditado popular “amaciando a carne”. O problema da violência não será resolvido pela polícia ou agora pelo militares, pois esta é fruto da desigualdade social, que assola não só Rio de Janeiro, mas todo país, algo que o golpe de Estado só intensificou, golpe este que foi dado pelos mesmos que decretaram e apoiaram a intervenção militar no Rio de Janeiro.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas