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A Polícia Militar do Estado de São Paulo, assim como as demais, é uma verdadeira máquina de extermínio da população negra. Esse fato indubitável, comprovado por diversas pesquisas, mostra a essência antidemocrática e terrorista desta instituição e, por conseguinte, Estado burguês e da burguesia. O que todas as pesquisas relativas a ação assassina desta instituição macabra, apoiada Estado, mostram.

Uma pesquisa recente, dentre inúmeras outras que existem, revelou, o que já é empiricamente conhecido pelos negros do Estado de São Paulo, que jovens do sexo masculino e principalmente negros são as vítimas principais da ação assassinada PM.

Uma pesquisadora e diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança, analisou 3.107 registros de assassinatos cometidos pela PM de São Paulo entre 2013 e 2017, em 20 municípios do Estado. O resultado é que cerca de 70% (7 a cada 10) dos mortos pela PM são pretos ou pardos e 16% tinham menos de 17 anos. Logicamente, que a pesquisa é bastante controlada e com base nos documentos oficiais, essa situação absurda que a pesquisa descreve é  ainda pior considerando que a maioria dos assassinatos cometido pela PM não constam em documento oficial algum, como execuções e chacinas.

O caso, porém, é que há um verdadeiro massacre cometido pela PM contra a população negras em particular e contra os demais setores oprimidos em geral. Necessário compreender o fundo da questão para poder posicionar-se corretamente.

A população negra é uma população oprimida pelo Estado nacional brasileiro. Para manter esta população “especial”, cuja, caracterização se dá pela cor, em uma situação de inferioridade política,  social e econômica, o Estado burguês lhes provê um tratamento igualmente “especial”.

O negro, uma massa de milhões de pessoas, é tratado pelo Estado como cidadão inferior, de segunda linha ao qual não cabe plenamente o acesso aos direitos democráticos e sociais  elementares. Com isso impõe-se a uma massa enorme de pessoas uma situação de precariedade, de miséria e com isso enorme massa de mão de obra barata , que faz cair o salário em geral. Reduz o investimento do Estado em serviço sociais e retira milhões de pessoas do mercado de trabalho intelectual ou altamente especializado, deixando-o completamente para a pequena burguesia branca.

Vê-se que a opressão do negro é uma política estratégica da burguesia na conformação do Estado nacional. A PM cumpre papel central nisso, dentre outros. Ou seja, impor ao negro a situação de inferioridade a força, caso este venha reclamar seus direitos, e podemos dizer cumpre papel central no controle populacional dos oprimidos.

Para que o negro alcance uma situação de igualdade com os braços na sociedade é necessário lutar pelo fim da Polícia assassina do povo e do Estado capitalista.

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