PM (ou aspirante), até trabalhando no aplicativo, é racista

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Um caso ocorrido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que ganhou certa notoriedade, revelou uma das facetas da opressão do negro no Brasil. Um caso, no entanto, bastante corriqueiro, ainda que não com o mesmo grau de violência. Dois irmãos negros foram vítimas de violência e discriminação por parte de motoristas de uma aplicativo, o principal agressor inclusive afirmou ser “brigadiano”, ou seja PM.

Os dois irmãos e uma amiga saíam de uma lanchonete na madrugada da sexta (18) para sábado (19) e chamaram um carro por aplicativo (99). Entraram no veículo e dirigiram-se primeiro a casa da amiga, e após deixá-la,  para a casa em que moram.

O motorista contudo adotou uma conduta estranha e dirigindo em alta velocidade. Quando um dos jovem indicou-lhe o caminho, o motorista apresentou-se como brigadiano, que não necessitaria de informação. O rapaz questionou se seria tentativa de intimidação. Após uma pequena discussão o motorista que se dizia policial parou o carro e mandou que os passageiros descessem. Começou um princípio uma briga.

O motorista saiu e retornou com mais seis carros. Os jovens foram agredidos, mas conseguiram correr, um deles foi atropelado ao atravessar correndo a avenida, sem ferimentos graves no entanto. Mesmo após o atropelamento continuam correndo até encontrar uma viatura da Polícia.

A Polícia afirmou que o motorista que iniciou a agressão não faz parte da corporação. É claro porém que sua conduta é absolutamente identificada com a função e a conduta da PM, uma instituição tão racista, quanto o motorista.

Um caso de racismo tão absurdo que custa a uma pessoa minimamente democrática acreditar. No entanto, torna evidente que para a população negra lhes é negada a cidadania e os direitos mai elementares, ou seja uma população oprimida dentro e pelo Estado nacional e seus reflexos para o negro são sentidos até mesmo ao pegar um táxi.