Fora Witzel
Na última sexta-feira (10), moradores e familiares de Kelvin Gomes, assassinado pela PM, fizeram um protesto em seu enterro.
Rio de Janeiro - Polícia Militar e manifestantes entraram em confronto no centro do Rio durante protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Policial Militar no Rio de Janeiro disparando contra a população. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil |

Na última quinta-feira (10), durante uma operação na comunidade Para-Pedro, na Zona Norte do Rio de Janeiro, a Polícia Militar matou uma pessoa e deixou outra ferida. Em resposta, moradores interditaram a Av. Pastor Martin Luther King, ateando fogo em pneus.

Protesto no enterro

A nova vítima da PM carioca foi o mototaxista Kelvin Gomes Cavalcante, de 17 anos – mais um jovem assassinado pelo governo Witzel. Kelvin estava em uma barbearia quando foi baleado durante a operação na comunidade Para-Pedro. Na sexta-feira (11), em seu enterro, moradores e familiares organizaram um protesto contra a PM fascista do Rio de Janeiro.

No protesto feito durante o enterro de Kelvin Gomes, um policial militar que estava presente atirou duas vezes para o alto com um fuzil. O autor do disparo foi preso em flagrante. Em um dos vídeos gravados no protesto, um policial aparece chutando um dos manifestantes. Durante o ato, que interditou a Estrada do Colégio, entre a Av. Pastor Martin Luther King Jr. e a Av. Monsenhor Félix, um grupo chegou a depredar um ônibus.

Kelvin e Lucas

Em depoimentos à imprensa burguesa, os familiares de Kelvin falaram que o jovem não tinha envolvimento com qualquer tipo de crime. Mais uma vez, portanto, fica demonstrado que a política de “bandido bom é bandido morto” não passa de pura demagogia para massacrar os setores mais pobres e oprimidos da população.

Na mesma barbearia em que Kelvin estava, Lucas Souza, de 19 anos, foi atingido pelos disparos da PM, ficando ferido no peito e no braço. Seu tio, Valdemir Menezes, expressou a revolta dos moradores com a matança provocada diariamente pela PM:

Como é que pode uma pessoa sair para cortar o cabelo e, de repente, ser alvejada por dois tiros? Esse tiro poderia ser para a morte, nós estamos cansados disso. Não aguentamos mais.

Witzel, assassino de crianças

Desde que Wilson Witzel (PSC-RJ) assumiu o governo do Rio de Janeiro, no início de 2019, ao menos cinco crianças já foram abatidas pela Polícia Militar e outras onze foram baleadas. A morte da quinta criança, Ágatha Félix, deu origem a uma série de protestos contra a política assassina da extrema-direita.

Fora Witzel!

A política do governo Witzel, que é a mesma política de massacre defendida pelo governo Bolsonaro, está levando a um colapso social. A Polícia Militar e a Polícia Civil estão atuando com cada vez mais brutalidade e impunidade – afinal, para a burguesia, é preciso endurecer a repressão contra os trabalhadores na medida em que vai sendo implementada a política neoliberal. Diante disso, é preciso dar um basta, é preciso impedir que a extrema-direita continue matando a população. Fora Witzel, Bolsonaro e todos os golpistas!

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