PM joga bomba dentro de uma casa na periferia de SP durante protesto de moradores contra assassinato de rapaz por policiais

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Da redação – Um ato de protesto de moradores da Zona Leste da cidade de São Paulo, na esquina da avenida Aricanduva com a rua Capitanias, foi dissolvido pela Polícia Militar com bombas arremessadas na rua. Uma das bombas, conforme mostra um vídeo divulgado pelo sítio da agência Ponte, foi jogada por um policial para dentro de uma casa. Na casa tinha uma criança, uma menininha, que foi socorrida por Rogério Souza. “Eu a levei para o hospital, onde ela chegou vomitando”, disse Souza.

O motivo do ato de protesto foi a revolta da comunidade contra o assassinato de Rafael Souza, 23, por policiais, sobrinho de Rogério, naquele mesmo endereço, na calçada na frente de sua casa, na madrugada do domingo (05). Na versão da polícia, o tiro no rapaz foi acidental: o rapaz teria sido abordado pelos policiais e tentou tomar a arma do policial, quando o disparo saiu. Rafael não tinha nenhuma passagem pela polícia e morreu deixando um filho de apenas 2 meses, Lorenzo, segundo o DCM.

Os moradores e familiares, indignados, convocaram o ato de protesto. No boletim de ocorrência da polícia há o registro de “tumulto generalizado” e os manifestantes jogaram pedras na viatura. Segundo o relato dos moradores, publicado na Ponte, a rua onde o protesto ocorreu foi tomada por viaturas e policiais com escudos e balas de borracha, até um helicóptero estava sobrevoando.

O coronel José Vicente da Silva, que já comandou a PM de SP e foi secretário de Segurança Pública do governo de FHC, disse que “aparentemente houve abuso” do PM em arremessar a bomba dentro da casa. A verdade é que a PM tem intensificado sua repressão. Ela é um braço armado do Estado burguês para reprimir o povo, como vem sendo demonstrado especialmente desde a chegada de Bolsonaro ao poder. Por isso, ela precisa ser dissolvida imediatamente.