Política dos golpistas para os indígenas: 110 assassinatos em 2017

criança indígena assassinada

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2017, nesta quinta-feira (27/09), e os dados contabilizam que pelo menos 110 indígenas foram assassinados em 2017 em todo o país.

O levantamento é extremamente importante para mostrar que há uma ofensiva contra os indígenas e seus direitos, principalmente após o golpe de Estado iniciado com o impeachment de Dilma Roussef, que levou a direita a tomar o poder. Apesar da importância, os dados não revelam a verdadeira situação da violência contra os povos indígenas, que é muito maior.

O relatório afirma que que esses números podem ser ainda maiores, pois a Sesai (Secretaria de Saúde Indígena) pode receber mais notificações sobre assassinatos em 2017 e que essas informações não revelam quais foram as circunstancias desses crimes. Essas informações são importantes porque a polícia tem o Modus operandi de esconder a verdadeira motivação dos crimes de conflitos de terra e não registrar o indígena assassinado como indígena. Tudo para proteger os latifundiários e pistoleiros.

O aumento dos crimes contra indígenas, mas também com outros setores da sociedade que lutam pela reforma agrária e pela demarcação de terras, são o resultado da política dos golpistas de acabar com os direitos da população. A culpa é da direita golpista e fascista que está colando em marcha uma política de destruir os órgãos do estado para dar assistência a essas comunidades, como a Funai e o Incra, acabar com a ouvidoria agrária que mediava conflitos de terra, acabar com demarcações e assentamentos, cortes de políticas sociais de apoio a essas comunidades, arbitrariedades do judiciário e aumento exponencial da violência das forças policiais e latifundiários.

Está na ordem do dia derrotar os golpistas para reverter essa situação. E para derrotar o latifúndio e a extrema direita não basta eleger candidatos e depender da justiça golpista, pois as eleições são controladas pela direita e o judiciário é a parte fundamental do golpe. É preciso unificar os setores explorados para derrotá-los nas ruas.