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PM impõe o “fique na rua”
PM de Witzel faz despejo em meio à pandemia
A Polícia Militar do Rio de Janeiro, de forma criminosa despejou 18 pessoas, apenas mulheres e crianças, de uma ocupação no centro da cidade sem apresentar nenhum mandado judicial
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PM impõe o “fique na rua”
PM de Witzel faz despejo em meio à pandemia
A Polícia Militar do Rio de Janeiro, de forma criminosa despejou 18 pessoas, apenas mulheres e crianças, de uma ocupação no centro da cidade sem apresentar nenhum mandado judicial
Moradores já tinham sido expulsos dos quartos e ocupavam pequeno espaço do imóvel. Fotos: DCO
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Moradores já tinham sido expulsos dos quartos e ocupavam pequeno espaço do imóvel. Fotos: DCO
Da redação

Na noite dessa quinta feira (21), em meio à gigantesca crise de saúde causada pelo coronavírus, a Polícia Militar do Rio de Janeiro despejou 18 pessoas de uma ocupação no centro da cidade, os policiais apareceram sem mandado entrando com truculência no prédio e removendo todos os que lá habitavam. Ao ser questionado pelos manifestantes que se mobilizaram contra a operação, entre eles militantes do PCO, se possuíam o documento que torna o despejo legal, um policial respondeu sarcasticamente que a ordem judicial estava na delegacia.

A PM já havia tentado no dia anterior realizar o despejo sem sucesso, após uma conversa com o delegado os moradores da ocupação conseguiram essa vitória temporária, que infelizmente duraria muito pouco. O despejo foi realizado em uma ocupação feita em um prédio vazio a mais de dez anos em que só havia mulheres e uma maioria de crianças. Os moradores num primeiro momento foram forçados a abandonar os quartos do prédio e se amontoarem com seus pertences em uma pequena saleta de entrada.

Após conseguirem remover os moradores os representantes da empresa proprietária do imóvel apareceram revelando o real motivo da expulsão, o lucro dos capitalistas. Não satisfeitos em retirar a moradia das pessoas a empresa tinha a intenção de trancar todos os seus pertences dentro do prédio mas a mobilização dos moradores e dos manifestantes que lá estavam impediu tamanha covardia. Os colchões, armários, ventilador, mamadeira e outros objetos cotidianos foram levados na posse dos recém despejados para a praça mais próxima onde dormem dezenas de moradores de rua.

Enquanto os governadores fascistas como Witzel e Doria fingem apoiar a política do fique em casa, eles liberam a maior parte da população para trabalhos não essenciais e de forma criminosa seguem os despejos de dezenas, senão centenas de famílias. Estes já são absurdos em tempos que não há uma pandemia, contudo na atual conjuntura é difícil achar palavras para descrever tamanha crueldade. Os despejos seguem acontecendo se aproveitando da dificuldade de organização da esquerda devido ao coronavírus. No Complexo do Alemão, em abril, 30 pessoas foram despejadas. Já em Piracicaba, em maio, foram 50 famílias.

Desde o golpe de Estado de 2016 a quantidade de moradores de rua aumentou exponencialmente no Rio de Janeiro e em outros estados, para estes não existe o fique em casa existe apenas o morra na rua. No pior momento possível os governadores e a PM fascistas seguem aumentando a quantidade de pessoas nessa condição terrível. O Estado tem a obrigação de construir abrigos inicialmente e depois moradias para todas essas pessoas principalmente com o Covid-19 mas com o atual governo golpistas apenas com a mobilização popular isso será conquistado. 

Frente a todos estes ataques contra a população, principalmente o seu setor mais marginalizado se torna de extrema importância a formação e o fortalecimento dos conselhos populares. Para garantir não só a moradia como também a alimentação e todos as outras necessidades básicas. A luta do povo pela sua própria sobrevivência, se organizada de forma independente, sem a burguesia, acabará por colocar abaixo o próprio regime ditatorial que vem se construindo no país.

Fora Bolsonaro, fora Witzel e todos os golpistas!

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