Repressão à população pobre
PM, Ministério Público e governos da direita se unem para acabar com o feriado e reprimir o trabalhador por “aglomeração”. Mas, para trabalhar, pode!
SãO PAULO, BRAZIL - 2020/06/21: Police during the protest against the Brazilian President Jair Bolsonaro over his response to coronavirus pandemic in Sao Paulo. (Photo by Cris Faga/Pacific Press/LightRocket via Getty Images)
PM-SP escolhe periferia para intensificar a repressão. Bairro de rico não tem festa? | Foto por: reprodução.
SãO PAULO, BRAZIL - 2020/06/21: Police during the protest against the Brazilian President Jair Bolsonaro over his response to coronavirus pandemic in Sao Paulo. (Photo by Cris Faga/Pacific Press/LightRocket via Getty Images)
PM-SP escolhe periferia para intensificar a repressão. Bairro de rico não tem festa? | Foto por: reprodução.

A Polícia Militar de São Paulo informou já ter impedido 500 festas “clandestinas” somente nos dois dias do final de semana por promoverem aglomerações e desrespeito às medidas sanitárias. A corporação informou terem sido desmobilizados principalmente a instalação de paredões e bailes funks.

Informou que para isso foi utilizado um “critério técnico” de locais aonde costumam ocorrer tais festas, resultando de um “mapeamento” de áreas propícias a ocorrerem as festas, ou seja, bairros periféricos.

A ação ainda foi reforçada por um pedido do Ministério Público que na última sexta (12), direcionado para a prefeitura de São Paulo, para que “exerça seu poder de polícia” para “evitar aglomerações” durante, o que seria, o feriado de carnaval.

Detalhe que, tais medidas dos governantes do PSDB, da PM e dos “preocupados” procuradores públicos, não se estende às aglomerações no transporte coletivo (ônibus, trens e metrô), nos locais de trabalho, nas filas das agências bancárias e dos prontos-socorros etc.

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