Luta pela terra
Trabalhadores do assentamento Oziel Alves, em Goiás, sofrem com violência policial e ameaça de despejo
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trabalhadores protestando contra a reintegração de posse criminosa | Foto: MST

Famílias do acampamento Oziel Alves, em Goiás, encontram-se ameaçadas desde a última quinta-feira (22). No local, mais de 35 famílias sofrem ameaça de despejo tendo, inclusive, duas casas de sem terras derrubadas pela força policial que age com violência.

Os sem terras denunciam que a tal ordem de despejo aconteceu sem nenhum tipo de comunicação anterior. Os moradores do local foram pegos de surpresa e se surpreenderam com o mandado de reintegração de posse em plena pandemia. 

Foi a mobilização das famílias e apoio de organizações populares que foi possível parar o despejo criminoso momentaneamente. No entanto, a justiça afirmou que a ação criminosa será retomada nesta quinta-feira (29) e, conforme colocado pela Polícia Militar, quem continuar no local poderá ser preso.

Tais famílias vivem e trabalham nessa terra desde 2017 e seguem sendo referência na produção de alimentos. Segundo a advogada dos moradores, a ação apresenta irregularidades já que, teoricamente, todo acusado deve ter a possibilidade de se defender em um processo. Sem contar na realidade da pandemia. Um despejo nesse período é deixar famílias a própria sorte sem nenhum tipo de assistência. 

Nesse momento, o processo sobre o acampamento se encontra sobre poder do juiz Fábio Cristóvão de Campos Faria.

Outra informação fornecida pelo MST é que a terra seria motivo de interesse nos anos de 1980 do Banco do Brasil. O antigo proprietário das terras teria adquirido dividas com o banco e, dessa forma, a cobrança estava sendo feita através da requisição das terras. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e o Banco do Brasil estariam em diálogo sobre uma proposta para destinar a terra para Reforma Agrária. Processo impedido com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. 

Atualmente o INCRA e demais instituições do Estado atuam de acordo com a agenda bolsonarista e, mais do evidente, que nesse atual governo os únicos beneficiados serão os grandes proprietários e latifundiários. Por isso, os trabalhadores do campo e da cidade devem continuar o processo de mobilização. A postura dos assentados do acampamento Oziel Alves em convocar organismos populares para somarem com eles na luta é muito positiva e deve continuar.

Para além disso, é importante a criação de comitês de auto defesa. Em uma situação totalmente criminosa como foi essa ordem de despejo, os trabalhadores do campo necessitam de instrumentos para se defender a altura.  

 

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