100 famílias intimidadas
Governo fascista de Jair Bolsonaro incentiva grilagem de terras e o massacre da população do campo nas mãos da PM. É preciso criar comitês de auto-defesa no campo
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Sem terra estão sendo massacrados no governo Bolsonaro | Foto: Reprodução

O governo fascista de Jair Bolsonaro tem se notabilizado pela perseguição implacável aos sem terra, utilizando as forças de repressão como a Polícia Militar, que usam os métodos mais desprezíveis e fascistas para intimidar trabalhadores sem moradia, algo extremamente principalmente numa época crítica como a atual, marcada pela emergência de uma pandemia.

Fazenda Araúna, Mato Grosso

Foi assim na Fazenda Araúna de 14,7 mil hectares, de um total de 211 mil hectares da Gleba Nhandú, em Novo Mundo, no Mato Grosso (MT). Mas não deveria, pois o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1º Região decidiu em setembro de 2019 que a área havia sido alvo de grilagem – ou seja, falsificação de documentos de posse de terras públicas – e determinou que ela deveria ser usada para a Reforma Agrária.

Esta decisão determinou que os funcionários e a estrutura da Fazenda Araúna saíssem em até 60 dias. Porém, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão que deveria requerer a posse das terras para destiná-las às famílias que aguardam a retirada da estrutura e funcionários da Fazenda Araúna, para partilha do território, se recusou a intervir na área.

Em uma das notas que emitiu sobre o assunto, o Incra informou que seguindo a orientação do presidente fascista Jair Bolsonaro (sem partido), “suspendeu a criação de novos assentamentos para a Reforma Agrária”.

100 famílias em risco

100 famílias do acampamento Boa Esperança estão acampadas ao lado da fazenda e se tornaram alvo de violência dos funcionários da Fazenda Araúna. Ivanildo Teixeira, superintendente do órgão na região, já afirmou que “não irá adotar nenhuma medida para a criação de Projetos de Assentamento na região.”

De acordo com os acampados, policiais fardados e armados foram até a área e humilharam as famílias, obrigando algumas pessoas, entre elas uma mulher, a tirarem a roupa na frente de todos.

No dia 15 de maio deste ano, jagunços da Fazenda Araúna teriam matado animais do acampamento e atirado para o céu, com a finalidade de assustar os acampados.

Como reagir

Diante dos ataques da direita, cuja tendência é aumentar com o aprofundamento do golpe do Estado, é necessário urgentemente a criação de comitês de autodefesa pelos camponeses.

Os sem terra podem e devem reagir duramente, pois estão defendendo suas vidas no meio da pandemia. Por isso mesmo é preciso lutar pelo fim da PM, pois nestes momentos ela mostra pra que serve: defender os interesses alheios ao povo, que colocam em risco as vidas de 100 famílias, além é claro, de userem métodos fascistas como tortura e intimidação.

É preciso armar a população do campo e acabar com a PM!

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