Desmonte nacional
Petrobrás anuncia seu desmonte dos mais importante setores para independência nacional diretamente para os bolsos de seus acionistas
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Signage is displayed outside a Petrobras Distribuidora SA gas station in Sao Paulo, Brazil, on Monday, Dec. 11, 2017. Petroleo Brasileiro SA (Petrobras) is getting closer to an initial public offering of shares in its fuel distribution unit, Petrobras Distribuidora SA, as part of the oil giant's wider effort to reduce leverage. Photographer: Victor Moriyama/Bloomberg
Política da direita é fazer o Brasil exportar petróleo para importar gasolina. | Foto: Reprodução

A Petrobrás anunciou na última quinta-feira (26) o Plano Estratégico 2021-2025, ao qual a direção da estatal destacou a redução das atividades da empresa como o principal objetivo para os próximos anos, visando gerar maiores rendimentos aos acionistas.

Empresa que mais vem sofrendo com o desmonte do país e a privatização das empresas nacionais, desde antes, mas principalmente após o golpe de Estado de 2016, agora bate o martelo na questão do abandono de ativos preciosos e importantes para o país: o refino, a exploração de petróleo em terra e em águas rasas, a utilização de termelétricas, usinas de biodiesel, fábricas de fertilizantes, do transporte e do sistema de dutos.

Com o subterfúgio de concentrar seus investimentos no pré-sal, a Petrobrás reduzirá ainda mais investimentos, prometendo distribuir aos acionistas cerca de US$ 35 bilhões em dividendos nos próximos cinco anos para arrecadar, no mesmo período, o mesmo valor com vendas de ativos de setores.

Como argumento ao desmonte e venda dos ativos, importantes para o desenvolvimento e independência nacional, informou uma previsão de investimentos de US$ 55 bilhões focados na Exploração e Produção de Petróleo e Gás (E&P) e, prioritariamente para o pré-sal, US$ 32 bilhões dos US$ 46 bilhões destinados ao E&P.

Ressaltando assim, o aprofundamento da política de exportação de petróleo bruto e importação de derivados com maior valor agregado. Segundo a FUP, em 2019, o Brasil importou 3.625.620 toneladas de gasolina e exportou 2.239.886 toneladas. Dados que mostram a total dependência nacional aos países que mais exportam gasolina para o Brasil: Estados Unidos, em primeiro lugar, seguido da Holanda e da Bélgica.

A Petrobrás, desde balanços do início do ano, vem subutilizando sua capacidade de produção das suas refinarias, registrando um nível médio de 75%. A qual, segundo estudos de professores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), “se operasse em plena capacidade, além de pressionar para baixo a inflação medida nos setores de transportes, alimentos e bebidas, entre outros, teria impacto positivo superior a R$ 3,6 bilhões sobre o Produto Interno Bruto (PIB)”.

Dessa forma, o plano estratégico da empresa, decorrente do golpe de Estado e do presente governo Bolsonaro, visa não somente privatizar o que restou de público na estatal, dando de mão beijada não somente a própria empresa aos capitalistas internacionais, visto que o desmonte é uma operação do Imperialismo por meio deste governo capacho, mas da entrega dos produtos e do desenvolvimento de décadas do país, cunhados e produzidos pela classe operária.

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