Crise de saúde e repressão
Tanto a repressão quanto a pandemia devem ser enfrentados com a mobilização do povo
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Foto: Bruno Itan / Olhar Complexo. |

Os números de mortos pela pandemia do coronavírus já ultrapassam a marca dos 16 mil, oficialmente. Por outros estudos, é possível que esse número, na realidade, seja até 5 vezes maior. De qualquer maneira, mesmo considerando os fraudulentos dados do governo, a pandemia já é um desastre, especialmente para o povo pobre.

Desde o início da crise, não foi apenas o diário Causa Operária que vinha alertando que os efeitos da pandemia seriam registrados de maneira mais dura no meio do povo trabalhador, que é quem não conseguiu resistir sozinho à doença, quem teve que trabalhar durante todo esse período, enfim, quem não pode exercer a quarentena.

Por outro lado, o agravamento da crise não significou a redução da brutalidade policial. Em termos oficiais, o maior inimigo da vida do povo pobre e negro, no Brasil, continua sendo a Polícia Militar. Rio de Janeiro e São Paulo quebraram, em 2019, o recorde de execuções cometidas pelas forças de repressão. Foram ceifadas milhares de vidas, cerca de três mil, pelos dois estados, considerando, tal como os números do coronavírus, os “dados oficiais”.

A PM está aí há muito mais tempo que o coronavírus, nesse sentido, será difícil a doença conseguir bater os números totais de mortos pela Polícia Militar brasileira, tão letal quanto uma doença respiratória descontrolada.

Ela, a corporação, saiu um pouco dos noticiários logo do avanço da pandemia. Naturalmente, ela mesma viria a ter em suas fileiras algumas baixas. A atuação da PM, finalmente, consiste em bater nas pessoas indefesas, moradores de rua, etc. o que, invariavelmente, levaria à infecção de agentes da repressão. 

Ocorre que a crise de saúde fez o povo se revoltar. Ninguém está obrigado a sofrer calado, a aceitar todo o mal que a direita quer para o povo, a se resignar diante dos planos genocidas da burguesia golpista. 

É assim que começam a surgir os protestos, e é assim que volta à cena a ação brutal da PM brasileira, que, em seus métodos, comprova ser mais macabra e perigosa que a própria pandemia. 

No Complexo do Alemão, favela do Rio de Janeiro, laboratório da repressão, foram assassinadas 13 pessoas, na última sexta-feira (15), pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Não é preciso “investigar”, “apurar os fatos”. Essas 13 pessoas foram trucidadas pela PM, sem direito à resistência, e executadas pela pena de morte ambulante, a Polícia Militar. 

Na mesma sexta-feira, a PM de Santa Catarina matou um jovem de 16 anos, que nem teve tempo de contrair coronavírus. A imprensa diz “um adolescente morreu” na ação da PM. Morreu… como se fosse acometido de alguma parada cardíaca. A população protestou, legitimamente atirou pedras contra a PM, e é justamente o que deve ser feito a cada morte cometida por um policial.

O coronavírus matou muito mais gente que a PM neste ano, mas, no total, a PM ganha em larga vantagem. O povo pobre, agora, enfrenta a doença, a repressão e a crise social de conjunto. Tanto a repressão quanto a pandemia devem ser enfrentados com a mobilização do povo, por manifestações, atos, enfim, por todos os meios necessários.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas